Infelizmente, apesar dos gestores da saúde pública no Brasil gastarem os tubos na:
- indústria dos transplantes, em detrimento da medicina preventiva, possivelmente para aumentar a oferta de órgãos num mercado não necessariamente de pacientes do SUS (talvez, um atendimento sub-reptício à demanda dos ricos?);
- e no tratamento universalizado amplo e gratuito da AIDS, com fornecimento de caríssimos coquetéis anti-HIV,
se recusam a promover quaisquer campanhas efetivas pela mudança de hábitos. Ponto contra o Ministério da Saúde, por incentivar institucionalmente a promiscuidade sexual e o consumo de drogas!
Este mesmo governo, que perpetrou orgulhosamente, durante a gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso, a erradicação dos manicômios, nada construiu desde então para suprir a falta de leitos psiquiátricos. Ao contrário, existem leis idiotas que impedem a disponibilização de novos leitos psiquiátricos.
» Enquanto uma lei idiota impede que sejam construídos mais leitos psiquiátricos, o Crack se espalha.
» Lei que impede abertura de leitos psiquiátricos.
» Caso de doente mental que matou médico esquenta debate sobre lei que extingue manicômios.
Então, num cenário dantesco dominado pelo descaso público com os pacientes de doenças mentais, caem aqui no Blog inúmeros pedidos de ajuda, o que num país como o Brasil, atendê-los se torna tão difícil quanto fazer chover no deserto Saara.
Apesar de abundarem informações sobre o tema, pouca coisa se pode fazer para encaminhar os viciados àquilo que lhes é de direito, apesar do sistema que se proclama como provedor de saúde para todos.
De qualquer forma, somos obrigados a falar das formas de tratamento, apesar de que a maioria delas ter um valor mais teórico do que efetivo, como vermos quando tratarmos dos custo$.
Auto-tratamento.
Infelizmente, por se tratar de transtornos obsessivos compulsivos que induzem os pacientes a comportamentos patológicos tais como pedofilia, zoofilia, necrofilia, coprofilia, etc., dificilmente alguém conseguirá sair sozinho do poço com reza braba, ou qualquer outro truque simplório de auto-ajuda.
A agravar o quadro de vício sexual, está o fato de que dificilmente a compulsão aparece sozinha, numa comprovação trágica de que a desgraça nunca vem desacompanhada:
42% dos pacientes também são dependentes químicos;
38% deles apresentam transtornos alimentares;
28% são trabalhadores compulsivos (Workholics);
26% são gastadores compulsivos;
5% são jogadores compulsivos.
Tais dados exemplificam o quanto é difícil para paciente superar o seu mal sozinho, já que normalmente a compulsão sexual faz parte de um quadro patológico muito maior.
Fonte da estatística:
» Compulsão sexual inibe a busca de tratamento.
Psicoterapia em grupo.
Nas cidades onde existe um grupo de Dependentes de Amor e Sexo Anônimos (D.A.S.A.), a terapia em grupo é uma boa opção, uma vez que é extremamente salutar frequentar as reuniões para compartilhar experiências com outras pessoas que vivem o mesmo drama.
» Saiba como identificar e tratar um viciado em sexo.
Tratamento Psiquiátrico.
A abordagem psiquiátrica normalmente se dá em duas frentes, uma medicamentosa, que se vale de antidepressivos – para diminuir a libido e modular o impulso sexual, e a terapia sob a supervisão de um psiquiatra, ou psicólogo. O problema desta forma de tratamento começa quando se sabe que é quase impossível ao paciente obtê-la junto ao Sistema Único de Saúde-SUS. Ou seja, a barreira dos custos financeiros envolvidos normalmente inviabiliza o tratamento e configura a situação de caos da saúde mental, estampada diariamente nos noticiários sob a forma da banalização dos crimes sexuais.
Clínica de reabilitação.
A forma mais efetiva de tratar o transtorno obsessivo compulsivo sexual é o internamento do paciente numa clínica especializada, assim como fizeram os atores Michael Douglas e David Duchovny, o comediante inglês Russel Brand e o rumoroso caso de Tiger Woods, o maior jogador de golfe do mundo. Porém, na realidade brasileira de baixo poder aquisitivo, quem tem cacife suficiente para arcar com os custos de uma clínica particular? Com a palavra, o Ministério da Saúde que deveria estar cuidado da nossa saúde, ao invés de estar jogando milhões de reais pelo ralo em lindas campanhas televisivas em prol da promiscuidade sexual.
Conclusão:
A verdade é que nos rincões deste país-continente chamado Brasil, há pouca ou nenhuma estrutura para atender as demandas psiquiátricas da população. Enquanto elas chegam, continuarei a fazer a tarefa quase inútil de girar moinhos de oração. Quem não desejaria fornecer encaminhamentos viáveis que fossem além das palavras vazias?
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