O resultado das campanhas governamentais é o incentivo indireto à promiscuidade, ou seja, o estimulo ao sexo inseguro, mesmo quando praticado com camisinha.- É sabido que, apesar de aparentemente estarmos na era da informação, os adolescentes e jovens continuam ignorando coisas básicas sobre o sexo – e os adultos, ou proíbem pura e simplesmente qualquer possibilidade de relacionamento aos seus filhos, ou deixam-os livres e recomendam o uso da camisinha, como se esta por si só afastasse todo o risco de contágio de DST.
Nas campanhas contra as DST cuja tônica recai exclusivamente no uso da camisinha e se omitem quanto a hábitos saudáveis e seguros, seria justo que preconizassem: praticar sexo oral somente com camisinha na cabeça.
- Entre os adolescentes há uma grande ansiedade para perder a virgindade. Só que no seu afã de consumar o primeiro ato sexual, os jovens tendem a menosprezar outras dimensões do relacionamento amoroso, a saber; amor, envolvimento emocional, entrega, carinho, intimidade, ternura e principalmente a confiança mútua.
- Uma relação sexual segura deve ser necessariamente realizada a dois**, entre parceiros que possuam afinidades e compromissos que vão além da mera atração física.
- A falta de cultivo de hábitos seguros leva jovens e adolescentes a contraírem DST ainda na primeira relação, mesmo aqueles que tenham se precavido com a camisinha. Isto porque o risco de transmissão acontece quando há trocas de fluídos corporais entre os parceiros, como no sexo oral por exemplo. Mesmo o casal se restringindo ao sexo penetrativo com camisinha, há o risco de rompimento do látex.
Lembre-se que, sem haver confiança no parceiro ou parceira, a proteção ideal seria o uso de camisinhas individuais para o corpo inteiro.- Isto nos remete ao princípio deste texto. É inútil basear toda a segurança no uso do preservativo, se ele corre o risco de romper a qualquer momento. As pessoas que estão ansiosas para ter a sua primeira relação sexual devem saber que a escolha correta do parceiro, ou parceira é mais decisiva do que colocar todas as fichas numa barreira física falível. Então, quando você resolve transar com alguém, a noção de hábitos seguros recomenda que conheça profundamente esta pessoa, de preferência que tenha feito exame prévio de detecção de DST.
- Para que isto se concretize, não há como prescindir da responsabilidade dos pais na formação e informação de crianças e adolescentes num diálogo franco e aberto que supere tanto a proibição total, quanto o laissez-faire da permissão irrestrita.
- Praticar hábitos seguros, além de não implicar na dispensa do uso da camisinha, significa a adoção de outros comportamentos, tais como: não praticar o sexo desconectado de envolvimento emocional, que implica em recusar intercursos sexuais em encontros fortuitos e descompromissados.
Referências:
Saiba mais sobre Doenças sexualmente transmissíveis e Sexo Seguro [DST].
*DST = Doenças sexualmente transmissíveis tais como sífilis, gonorréia, HPV, AIDS, Herpes, e até Hepatite, se houver contato com o sangue do parceiro ou parceira através de microfissuras que podem acontecer durante a cópula.
**Monogamia = relação mutuamente fiel entre dois parceiros, o que exclui trocas frequentes de parceiros e sexo grupal.


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