1) Geyse Arruda: aluna anônima da UNIBAN alça o estrelato instantâneo, turbinada por uma minissaia rosa.
No eterno reality show bancado pela imprensa, que tem bunda vai à Roma.
2) Gripe suína: o Brasil descobre que foi muito barulho por nada.
[Amazon]
Descobriu-se que a guerra do trânsito mata muito, muito, mas muito mais do que milhares de gripes suínas. E contra esta, o governo não paga o Dr. Bactéria para falar em rede nacional no horário nobre.3) Pouso no Rio Hudson: um jato convertido em planador por um bando de pássaros aterriza em segurança nas águas gélidas de Nova Iorque.
[SMG]
Milagrosamente, todos os passageiros e tripulantes ressuscitaram dos mortos.4) Eleição de Barack Obama: o mundo descobre que ele não é o Superman.
Ele é o Senhor da Guerra, apesar de ter ganhado o prêmio Nobel da paz, ele é o bicho papão maior emissor de gases de efeito estufa do planeta e se recusou a compactuar na COP 15, enfim, ele decepcionou a humanidade.
5) O fim do Geocities: o Yahoo assassina a história da Internet.
A nerdlândia está de luto, pois perdemos as referências de toda a WEB 1.0 construída ao longo da década de 90.
6) Michael Jackson: o Show Business assiste o inventor do Thriller virar zumbi.
[Tomopop]
Ele foi reconduzido do ostracismo das suspeitas de pedofilia ao topo das paradas de sucesso. Como? Morrendo.7) Susan Boyle: o mundo descobre que os feios também cantam.
[Mirror]
A protagonista do vídeo do Youtube mais visto de todos os tempos, merece uma menção especial por ter divertido 120 milhões de almas deste vale de lágrimas.8) Fumo: o governo de São Paulo dá um cheque mate nos fumantes.
[Metro]
A lei que tenta alforriar o fumante passivo é o marco da liberdade individual mais importante neste país desde a Lei Áurea.9) Arruda e o Panetonegate: Brasil insiste em continuar sendo uma republiqueta das bananeiras por não erradicar corrupção sistêmica.
Brasília merece o título de capital mundial da impunibilidade.
10) Fracasso da COP 15: o mundo não renuncia ao suicídio consumista.
Assistimos estarrecidos que a preocupação mais evidente em Copenhague foram as questões econômicas. Quem perde, quem ganha e quem paga sobrepassa toda a tragédia ecológica que se avizinha.









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