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Tipos de Mulheres segundo as Escolas Filosóficas.

10/09/2009

Para quê serve a Filosofia? Tudo depende do uso, se você não a usar, ela não servirá para coisa alguma. Por isto, brinco de extrapolar o conhecimento filosófico ao cotidiano, quando encontro incríveis semelhanças entre o comportamento das pessoas e as principais correntes de pensamento filosófico que atravessaram os séculos. Na próxima vez que você estiver na balada, tente olhar as mulheres sob outro prisma além daquele... óbvio, e verá que realmente as escolas filosóficas se inspiraram nos fundamentos da alma humana.

Mulher Platônica.
Platão concebeu a doutrina dos dois mundos, o dos sentidos que engloba tudo o que está posto ai e o das coisas inteligíveis, somente alcançáveis através da rigorosa reflexão filosófica.
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A mulher Platônica você só alcança através de olhares, sonhos e pensamentos e é só. Ela nunca será sua porque é muita areia para o seu caminhãozinho.
Platonismo.

Mulher Dialética.
Dialética é um método filosófico que visa chegar à clareza conceitual através da confrontação e contradição de idéias, usando várias instâncias de argumentação.
A mulher dialética é aquela que você aborda na balada e gasta todo o seu latim para tê-la. Ela escuta seus argumentos e contra-argumentos e o tempo passa. Ao final, você acaba solteiro e descobre que passou a noite exercitando somente a porção semântica da sua língua.
Dialética.

Mulher Estóica.
O Estoicismo é propugnador da vida austera e disciplinada, voltada para as práticas que conduzam à compreensão do Logos.
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Você só descobre a mulher Estóica depois do casamento, quando se flagra do seu beatismo, ou seja, seu apego férreo a princípios religiosos e, quiçá, simpatia à abstenção sexual. Lembre-se, não existem namoradas estóicas.
Estoicismo.

Mulher Epicurista.
Esta corrente filosófica propõe o prazer como a chave para a felicidade. Apenas o prazer puro combate todas as aflições, tais como fome, abstenção sexual, tédio, etc. Para tanto, Epicuro propugnava o sexo, a mesa farta e as festas como excelências para alguém atingir elevados estágios de felicidade.
Mulher Epicurista é baladeira e sempre pronta para a festa. O problema é casar com ela, pois lembre-se do risco de investir numa S/A. Lembrete: foi a doutrina da vida governada pelos sentidos do Filósofo Grego Epicuro a grande inspiradora do movimento Hippie "Peace and Love", amor livre, sexo, drogas e Rock ‘n’ roll, etc.
Epicurismo.

Mulher Iluminista.
O Iluminismo é simplesmente a maior escola filosófica de todos os tempos. Ele propugnou a racionalidade como princípio, tendo o homem como a medida de todas as coisas. Somente quando irrompeu essa corrente de pensamento, foram definitivamente banidos os últimos resquícios da herança teológica medieval. Os maiores filósofos modernos Kant, Hume, Rousseau, etc., foram iluministas.
Mesmo que uma mulher Iluminista seja linda para burro, todos os homens fogem dela, já que seus firmes princípios fincados na racionalidade e na ilustração a tornam tão inteligente, quanto temida pelos machos predadores que furungam a noite à procura de presas fáceis.
Iluminismo.

Mulher Niilista.
O movimento Niilista representou a desconstrução do processo filosófico como um caminho de resposta às grandes questões de fundo ontológico. Por isto, ele despreza o sentido e a finalidade dos grandes sistemas e nega veementemente qualquer possibilidade de se chegar à “verdade”. A escola Niilista, cujo maior expoente foi Friedrich Nietzsche, e que ironicamente combateu todas as escolas filosóficas, representou o fundo do poço da Filosofia, a impotência final do pensamento na resolução de quaisquer questões metafísicas, ou melhor, representou a morte da metafísica, já ele anunciou triunfalmente “Deus está morto”.
Qual é a diferença entre a Mulher Niilista e a Epicurista? Enquanto a primeira vive o prazer como um ideal de vida “paz e amor”, a segunda também se dedica às sensações das drogas e bebedeiras, mas está encalacrada numa espécie de beco sem saída existencial, ela é um verdadeiro “rabo de foguete” de autodestruição.
Niilismo.

Texto Relacionado: Para quê serve a Filosofia? Rigorosamente para nada! [Blogpaedia]

21 comentários:

Prof. Francisco disse...

Boa noite interessante e inteligente o Post.
Você me autoriza a reproduzir ele no meu blog com os devidos créditos?
Um abraço

Isaias Malta disse...

Sim, pode reproduzi-lo, já que meu intuito foi dar uma turbinada no ferramental do ensino de Filosofia.

Ali disse...

Ah, mulheres platônicas... as mesmas do teste de atenção dos homens depois de ver mulheres bonitas..

aproveite pra ver um parasita que come a língua do seu hospedeiro e fica no lugar dela ou aprenda a gelar sua cerveja em 5 minutos :D

Matheus disse...

Tudo se iluminaria se vc dialeticamente descobrisse, depois de uma vida estóica, que sua paixao platonica é epicurista acabando assim com seu niilismo.

Isaias Malta disse...

Matheus,
Comentário simplesmente genial! Quanto tempo você levou para chegar a tamanha preciosiosidade de sintetismo? Logicamente, vou tuitá-la.

Concunhado do Walmor disse...

Cara, parabéns...

Excelente post. Inteligente e bem humorado!

Tranquilino27 disse...

Kara.Muito bom teu post.Dá até pra criar um discussão.

Mulher Platônica:Seria o ideal da mulher perfeita,é isso?Se for assim essa mulher não é só muita areia pro nosso caminhãozinho como também "non ecsiste".

Mulher Dialética:Toda mulher tem um pouco.Não importa quanto vc argumente,nunca se chega em um consenso.

Mulher Estóica:Me lembrou aquela música do Chico;"Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas..."

Mulher Epicurista:Putz...Geralmente são fúteis,materialistas e levianas porém muito sexies,e como;)

Mulher Iluminista:Mulheres Nerds tem um charme especial por que não se oferecem nuas em uma bandeja.

Mulher Niilista:Mulheres assim não se contentam em cair sozinhas,muitas vezes nos levam junto tanto pessoal como financeiramente.

Não pensem que com isso quero ser machista,só estou sendo irônico.Levem na esportiva.Afinal,filosoficamente falando,são as mulheres que nos ensinam as primeiras noções de vida,literalmente.

Tatiana disse...

Eu sou a niilista, mas odeio baladas e bebidas.

Angela disse...

Amei a postagem! Parabéns!

Héstia disse...

Só faltou citar que cada mulher tem seu momento platônica, niilista, epicurista...etc.

Mario disse...

Nossa..

Post maravilhoso. O comentario do Matheus foi genial mesmo, completou totalmente o post.

Parabéns pro auto do post e pro Matheus.

Anônimo disse...

Acho que sou uma mulher dialética...

E não concordei com o texto...hahaha

Nat disse...

HUM, quem fez esse post realmente estudou filosofia ou leu em manual qualquer? o post é divertido mas a analogia com as escolas filosoficas está pobre e/ou distorcida.

Isaias Malta disse...

Nat,
O que acho engraçado sobre os "donos" da Filosofia é que eles gostam dela velha, morta, insípida e inodora. Transformam uma ciência viva numa coisa chata que torna os professores de filosofia os mais maçantes da escola.
Quando fiz a minha pós-graduação em Filosofia em Ética Política, me ressenti com o bolor presente nesta cátedra, que deve ser arejada urgentemente. Acorda meu chapa, o trem da história está andando e não devemos continuar asfixiando o conhecimento em baixo de uma pilha de formalismos idiotas.

Beto disse...

Gostei do post... ;P

DiJesus disse...

ADOREI!!!A filosofia fica ainda mais facinante dessa forma!!!Parabéns, você foi genial!!

Isaias Malta disse...

DiJesus,
Permiti-me usufruir da extrema liberdade conferida pelos meios cibernéticos para brincar em cima daquelas coisas outrora sagradas, relendo as antigas escolas sob a ótica do nosso cotidiano industrial.

Dila disse...

Muito engracado o post. Vou usar nas aulas tambem, ta'?

Isaias Malta disse...

Dila, use e abuse.

ROBERTOKE disse...

"Tudo se iluminaria se vc dialeticamente descobrisse, depois de uma vida estóica, que sua paixao platonica é epicurista acabando assim com seu niilismo."
Tá, e por onde eu começo?
:D

blogpaedia.com.br disse...

ROBERTOKE,
começa de preferência com os pré-socráticos: Tales de Mileto, Anaximandro, Parmênides, Heráclito, Empédocles, Demócrito,Xenófanes, etc.

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