Beber álcool é um rito socialmente consagrado.
Dentro de uma cultura generalizada de tolerância ao alcoolismo, em que ele é eufemisticamente rebaixado ao “beber socialmente”, não é de estranhar que tenha havido tanta reação à Lei Seca.Ninguém pode ser obrigado a produzir provas contra si mesmo.
Graças a esta filigrana jurídica, os bebuns estão sistematicamente se recusando a soprar no bafômetro, sob o benemérito da Constituição Brasileira, contrário senso ao interesse das vítimas mortas e invalidadas.O problema não é dos bebuns, é das estradas e das árvores.
A condição péssima das estradas é uma das tentativas mais usadas pelos bebuns para justificar suas estripulias no trânsito. Veja como eles tem razão, as árvores realmente crescem na pista!O governo se omite.
Enquanto o governo se preocupa com a Gripe Suína, faz olho branco diante de perdas de vidas humanas maiores do que as provocadas pela guerra do Iraque. Enquanto isto, faça como o pessoal de Brasília: quando beber, contrate um motorista.A polícia não fiscaliza.
No calor inicial da Lei Seca (primeiros 3 meses), a polícia saiu às ruas e cumpriu o seu papel de fiscalização. A inércia do aparelho estatal na ação para tornar real a letra morta da lei é filha da corrupção sistêmica que suga grande parte do bolo orçamentário, impedindo assim o investimento em equipamentos e ampliação do número de agentes da lei.Portanto, se beber não dirija!
Por: Isaias Malta.






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