31/10/2008

Telas de erro fatal de computadores em locais públicos.

Em inglês, as famosas telas azuis do Windows e pretas do Linux são chamadas respectivamente “Blue Screen of Death (BSoD)” para o windows e simplesmente "Crash Screen" no Linux. São termos termos que, por não permitir uma tradução literal, têm sido vertidos para Tela de Erro Fatal, tão fatal quanto a nerd atraente vestindo a camiseta “press any key to continue” do Windows, nele não adianta apertar qualquer tecla e nela?
A diferença entre os mundos doméstico e público é acontecer um Crash de computador no conforto do seu lar, onde você pode “rebutar” o seu computador à vontade e, quiçá, formatar o HD e reinstalar o sistema operacional. Outra situação bem mais preocupante é você estar não tão tranquilamente a 10.000 metros de altura num jato de em cima do oceano Atlântico, quando aparece em todas as telas a ameaçadora e famosa tela preta do Linux, cheia de caracteres incompreensíveis. Então surge a assustadora pergunta: até que ponto o jato Airbus A330 da empresa Algerie continua voando mantendo a rota, mesmo diante de um crash geral de todos os computadores? Definitivamente isto não é um bom sinal!

Menos preocupante é a tela azul no sistema de metrôs, o único perigo é o trem “congelar” dentro do túnel.

Os motoristas podem chegar a conclusão de que o sistemas de avisos do trânsito da cidade de Nova York é controlado pelo Windows. Os nova iorquinos esperam que a segurança não!

Os aviões já atrasam por nada, imagina com uma pane do Windows neste aeroporto!

Uma explicação para o crack das bolsas pode estar no crash do Windows, vejam a catastrófica tela azul no painel do famoso Banco de Investimentos americano Fidelity.

A esquina das avenidas 42º e 8º de Nova York iluminadas pela simpática telinha azul.

Até um simples supermercado pode sofrer as agruras da árida tela de pânico do Linux.

Durante um Congresso sobre Linux, nada mais adequado do que um crash no Linux!

Fonte:
Blue Screen of Death Top 10.
Linux Crash Top 10 Images.

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30/10/2008

Dos homens-asa aos homens-foguete, uma breve história dos dispositivos de vôo pessoal.

O desejo de o homem ter asas remonta aos gregos com Ícaro e seu pai Dédalo. Infelizmente a história tem a tendência de consagrar mais o que se ferra. Assim, Ícaro ficou famoso por provar às nossas mães que vôo é um assunto para os pássaros.
O Casaco-Voador de Franz Reichelt.
As nossas mães ainda tiveram razão quando Franz Reichelt se lançou no primeiro Base Jump da história em 1912, pena que o pára-quedas que ele tinha inventado não se portou exatamente como o esperado, a bem da verdade não era exatamente um pára-quedas, mas um “casaco-voador”. Depois que recolheram o que sobrou do Franz, apareceu o povo para medir com uma régua o tamanho do buraco que o cidadão cavou no chão com sua queda. Root of Jack Ass.


Retro-Futurismo do Homem-Foguete.

Nas décadas posteriores, iniciou a era de ouro do futurismo. Assim eles anteviram dispositivos pessoais de vôo para um futuro próximo, mais ou menos no estilo de Rocketeer, o homem-foguete.

O JetPack.
O tempo se passou e chegamos à era do jato, ou melhor, do JetPack. Um americano faz demonstrações deste jato portátil em eventos públicos. Ele já se apresentou no carnaval do Rio de Janeiro e na festa dos bois de Parantins. Pena que a autonomia de vôo não passe de 33 segundos.

Uma alternativa mais trambolhosa, porém com autonomia de 30 minutos, é uma geringonça que funciona a base de hélices. Veja no FlightBlogger.

O suiço Homem-Jato e a suas asas de fibra de carbono.
Ultimamente, quem causou furor na impresa foi o homem-jato, o suiço Yves Rossy, que foi saudado como o primeiro ser humano a conseguir planar com asas portáteis. Mas, vamos ver logo abaixo que a imprensa se enganou redondamente, já que o verdadeiro pioneiro não mitológico foi um russo.


Um russo que voou em 1935 e nunca mais pousou...
Nesta pequena digressão, aprendemos que o vôo pessoal foi sonhado na mitologia grega e perseguindo freneticamente desde a virada do século XIX.
Mas, é precisamente no ano de 1935 quando vamos encontrar o antecessor do Homem-asa atual, o piloto russo Sanfirov. Provavelmente o intento fracassou, porque temos uma foto dele instantes antes da sua tentativa e depois... o silenciamento da história. O único documento que restou foi esta fotografia tirada em Moscou.

O que nos reserva o futuro?
Como sempre, nos homens a compulsiva vontade para o mal leva a tentar aplicar qualquer novidade na guerra. Já se cogita o uso militar das asas de fibras de carbono que um inglês usou para atravessar o canal da mancha em 2003. Os militares ingleses imaginam que as brigadas de paraquedistas teriam muito mais autonomia, invisibilidade e precisão se portassem asas rígidas nos ataques. Leia mais no Daily Mail.

Fontes:
Sanfirov, el antecesor de Yves Rossy alias Fusion Man.
Russian Rigid-Wing Skydiver (1935).

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29/10/2008

Nose Art: A arte de pintar, entre outras coisas, as mais belas Pin-Ups em aviões militares!

Durante a Segunda Guerra Mundial e também na da Coréia, Vietnam e Golfo Pérsico, imagens coloridas apareceram no nariz dos aviões militares combatentes. Amadas ou odiadas, fotografadas ou censuradas, os desenhos conhecidos como “Nose Art” sempre foram estiveram envolvidos em controvérsia. Este é um dos termos do inglês difíceis de traduzir literalmente, pois resultaria em algo esdrúxulo como “Arte de Nariz”, que ficaria longe do sentido original. Por isso, optarei pela expressão original.
The Avenging Angel, O Anjo Vingador: A temática mais recorrente da Nose Arte tem sido a mulher, mais precisamente as Pin-Ups em posições sensuais.

Para escapar da pasteurização produzida pela uniformização militar, que somente permite insígnias e marcas oficiais, a tripulação se utiliza da Nose Art para personalizar o seu avião. Eles que dão nome e criam a arte, enfim, imprimem num equipamento militar igual a todos os outros as suas características pessoais, dando ao avião a sua própria cara.
B-29 – Any Time. Qualquer tempo é tempo de contemplar uma Pin-Up!

Apesar de outros exemplos de arte que afrontam o padrão militar poderem ser encontrados em outros países de fala inglesa, o fenômeno é predominantemente americano, talvez pelo alto grau de rebeldia e individualismo atribuído àquela cultura. A Nose Art é um importante indicador histórico e social e, na sua qualidade de expressão da arte popular, serve como um registro valioso para ajudar a entender o passado.

Uma das obras de Nose Art mais famosas pintada num B-17, a Memphis Belle.

Os pilotos militares brasileiros podem explicar porque a Nose Art não frutificou no Brasil, tendo chegado ao máximo da estampa “Senta a Pua” popularizada no tempo da Segunda Guerra Mundial.
A flâmula Senta a Pua estampada num avião militar brasileiro.

É lógico pensar que o aparecimento da Nose Art somente foi possível em ambientes de grande tensão, tais como as guerras, pois somente aí se manifestam as condições ideais para os oficiais fazerem “olho branco” diante de atitudes que fogem dos regulamentos. Em situação de guerra, os superiores militares estão muito mais interessados em manter seus homens satisfeitos do que em tolher os seus desejos.
B-17. A maioria das aeronaves decoradas pertence à época da Segunda Guerra Mundial

B-17.
Sally B.
Um tema recorrente é a Pin-Up cavalgando um míssel, em substituição ao imaginário da amazona sobre o cavalo.

Por mais que pareça uma águia, trata-se de um helicóptero Mi-24 caracterizado.

Há Nose Art até no nariz do DC-3 do simulador de vôo da Microsoft FS.

Acredite se quiser, o B-29 foi a “Paz na Terra” nos céus da Segunda Guerra Mundial.

Vista geral do B-25J Michell
Detalhe da pintura no nariz do B-25J Mitchell, N8195H Heavenly Body.


B-25.


Briefing Time.

P-40, com o famoso focinho de tubarão e este ficou ultra convincente!

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O caça estelar dos Jedis de Guerra nas Estrelas III, a vingança dos Sith.

Anakin Skywalker é um dos mais talentosos e queridos pilotos da República e as suas surpreendentes técnicas de pilotagem tornam-no um dos mais formidáveis inimigos da galáxia. Anakin e o seu antigo mestre Obi-Wan Kenobi combatem perigosos andróides durante uma perigosa missão de resgate do Chanceler Palpatine, que foi seqüestrado pelo General Grievous e suas forças separatistas.
Sendo uma aeronave pequena, os caças usados pela ordem Jedi nos instáveis dias da República Galáctica, apesar de terem capacidade de carregar armas, muitos pilotos Jedi preferiam voar desarmados, confiando apenas na sua sintonia com a força, para minimizar disputas e agressões.

Novo modelo de Caça Estelar que os Jedis usaram para assumir postos de combate na rebelião contra e República Galáctica.
O intrigante compartimento assimétrico no lado esquerdo serve para abrigar um robô do tipo R2 D2, que auxilia o piloto na navegação e reparação da nave. O caça é muito pequeno para carregar um hiper-drive que permita entrar no hiper espaço, portanto, as suas missões são realizadas na linha de frente de cruzadores espaciais, que atuam como nave-mãe. Com a deflagração da Guerra dos Clones, os Jedis foram obrigados a assumir postos nas frentes de batalha, atuando como oficiais na campanha contra os separatistas.

Vista Traseira.
As novas demandas de combate forçaram modificações no formato do caças estelares dos Jedis, o que propiciou o surgimento de uma nova geração de aeronaves. Apesar dos antigos modelos ainda continuarem em operação, os novos caças ganharam refletores laterais e foram entregues aos renomados heróis e exímios pilotos Jedis Anakin Skywalker e Obi-Wan Kenobi.
Caça Jedi em configuração de Combate.
O novo modelo é muito mais compacto. A sua frente se bifurca em forquilha e a cabine é em formato de bulbo. A nova fuselagem bifurcada permite o carregamento de potentes canhões de laser no espaço vazio à frente da cabine.
O caça é dotado também de canhões secundários instalados no bordo de ataque das asas. É interessante notar que os painéis hexagonais retráteis devem ser abertos em modo de combate. Quando configurados desta maneira, os caças Jedis representam a antecipação do desenho que futuramente terão os caças do Império. Vejam a comparação:


Capacidades da aeronave: 6 canhões de laser, asas articuladas, cabine com janela móvel e trem de pouso retrátil. Brinquedo destinado à faixa etária de 4 a 100 anos.

Fonte:
Vega Transports – Australia.

Onde encomendar:
Na Getaholdfthis por $ 49,99.

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28/10/2008

É possível trabalhar a Interdisciplinaridade nas Universidades Brasileiras?

Uma das novas exigências para as Licenciaturas é a realização de práticas pedagógicas em todas as disciplinas dos cursos com o objetivo de possibilitar a construção da identidade docente dos futuros educadores ao longo do curso como um todo.

Acadêmicos de Ciências Biológicas orientando uma Trilha Ecológica.

Através do trabalho compartilhado entre diferentes disciplinas trabalhou-se uma abordagem ampla e interdisciplinar, explorando temas geradores como base para um trabalho pedagógico realizado com os alunos do primeiro ano do Curso de Ciências Biológicas em 2006. Leia mais neste Link.

O trabalho envolveu duas experiências de atividades pedagógicas na forma de uma Mostra Pedagógica de Ciências e uma atividade de orientação de trilha ecológica.

A organização dos trabalhos requereu um acompanhamento intenso durante todo o seu processo de desenvolvimento, todavia, foram deixados espaços para a criatividade na solução dos problemas propostos. Concluiu-se que as práticas realizadas envolveram habilidades de comunicação, observação, comparação, reflexão e pensamento crítico, favorecendo a aquisição de conhecimentos de forma interdisciplinar.

Palavras-chave: Interdisciplinaridade, Mostra Pedagógica de Ciências, Trilha Ecológica.

Autores:
Cunha, G.F. ; Lemos, S.D.C. ; Dorneles, L.T. ; Ribeiro, A.G. ; Specht, A. ; Chies, R.P. ; Lorenzi, R.M.P.L.

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Apertem os cintos e não entrem em pânico, pois o piloto da crise sumiu!

A mal falada, mas sempre útil Wikipédia me socorre na definição do termo crise, equivalendo-o ao vento, alternância de estado, uma mudança necessária que significa a impossibilidade de retorno ao que era antes.
A metáfora imediata é a queda do avião, quando um surto instantâneo de falência estrutural transforma instantaneamente a aeronave numa sucata disforme. A metáfora menos evidente é a própria vida: viver é a travessia mais ou menos incólume no mar das crises, até que a crise maior da morte soçobre a frágil embarcação da vida.

Em 1989, a crise da queda do muro de Berlim, aquele que, erigido em nome do martelo e da foice, foi destruído a marteladas.


Em 1989 fomos felizes e não sabíamos! Caia o muro de Berlim e com queda, foi proclamada a supremacia do sistema capitalista. A humanidade havia encontrado o seu fim-de-história, marcado pelo supremacia definitiva do mercado. Doravante, ele comandaria e se auto-determinaria.

Num exemplo de “crise do bem”, o colapso do comunismo redundante da queda do muro de Berlim, se por um lado encheu alguns corações de alegria, por outro, significou o fim de um sonho: doravante a humanidade estaria nas mãos cruéis e sanguinárias do mercado e entregue a sanha das restrições cada vez maiores ao Welfare State.

Parafraseando a queda do muro de 1989, seria 2008 o ano que todos gostaríamos de ter um muro para derrubar no fim do beco sem saída?
Em 1989 renunciamos ao sonho das utopias socializantes e nos embalamos no sono do mercado. Em 2008 alguém nos acorda abruptamente do nosso idílio capitalista com a notícia de que o auto-suficiente, onipresente e magnificente mercado está precisando do rico dinheirinho dos nossos impostos, para salvar especuladores falidos.
Acordamos para a realidade de que o mercado não está conseguindo resolver os seus próprios problemas.

Enquanto o mercado agoniza num beco-sem-saída, Sabrina Sato tenta entender a Bolsa de Valores.
Quando caiu a Bastilha, ou a biblioteca de Alexandria queimou, o povo continuou sua imperturbável rotina, o que me faz lembrar o programa Pânico na Tv do dia 19/10/2008, em que a filósofa brasileira Sabrina Sato apresentou o quadro “Decifrando a Bolsa de Valores”:

A dublê de entrevistadora de especialista em mercado financeiro resume as suas dificuldades intelectuais em apreender a complexidade do assunto na seguinte frase: “Entender a bolsa é muito difícil, é muito artifício!”

Logo a seguir, Sabrina estabelece um diálogo surreal com os populares, que demonstra o porquê do povo de Paris não ter aquilatado o tamanho do fato histórico da queda da Bastilha, pois em meio à balbúrdia reinante naqueles dias, o lema estava mais para o "salve-se quem puder".

Sabrina: - É a maior crise financeira mundial! Vocês sabiam disto? O povo responde: não, não, não.
Sabrina: - Vocês não estão sabendo da crise, porque vocês estão parados ao invés de estar trabalhando! Vai trabalhar povo brasileiro!

[A apresentadora passa a entrevistar um incauto.]
Sabrina: - Você acha que o Brasil vai ser afetado com a crise?
Popular: - Não estou acompanhando isto não...
Sabrina: - Você tem medo da guerra?
Popular: - Ah, não tá tendo...
Sabrina: - Você não tem medo de ser abduzido?
Popular: - não ocorre...

Moral da história: por mais que a crise singre os céus em desgoverno, arrastando consigo todos os dinheiros da bolsa, o povo não tem medo dela e muito menos da abdução. Que o piloto da crise invente outras formas de amedrontá-los, pois a “crise do Bush” não está conseguindo!

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27/10/2008

Top 10 das Cidades Imaginárias.

O que seria da vida humana na terra sem as utopias, construções mentais que sonham civilizações perfeitas em realidades alternativas? A discrepância entre a utopia sonhada e a concretude cotidiana, se por um lado deu origem às distopias – a negação das utopias, por outro, ensejou o surgimento de outras. Pelo fato das cidades imaginárias sintetizarem as manifestações mais palpáveis das utopias, o estudo destas idealizações pode levar a uma melhor compreensão dos anseios e medos do homem em relação ao seu próprio futuro.

1- Metropolis de Fritz Lang, a cidade futurística retratada no primeiro filme de ficção científica da história.
A cidade futurista de Metropolis concebida em 1926, é física e socialmente dicotômica: enquanto a superfície abriga cidadãos livres e entregues a atividades lúdicas de toda a sorte, os subterrâneos são habitados por um exército de trabalhadores que se extenuam em trabalhos mecânicos e braçais. O motivo da estrutura dicotômica reaparece com toda a plenitude no filme de Ridley Scott, Blade Runner, décadas mais tarde.

Não obstante as construções titânicas conectadas por modernos viadutos e passarelas e aeronaves incessantemente cruzando os céus, não há quaisquer vestígios de elementos naturais em seu horizonte inexistente. Enquanto isto, aos subterrâneos está entregue a corja de trabalhadores que operam as máquinas em regime desumano, numa crítica às seqüelas que a recém implantada revolução industrial já incrustava nas sociedades européias.

2- La Città Nuova, a arquitetura visionária de 1913 fundamentadora da concepção de Brasília.

Foto: Flickr.
Antonio Sant’Elia concebeu a sua “Cidade Nova” entre 1913 e 1914, na entrada da Itália na Revolução Industrial. Tal acontecimento forneceu o pretexto para a emergência do movimento artístico denominado “Futurismo Italiano”, que atraiu poetas, escritores e arquitetos. Diante das novas perspectivas alvissareiras, era urgente projetar cidades para um futuro que se desenhava ditoso, que rompesse definitivamente com a organicidade da era vitoriana que fechou o século XIX.

Contrapondo-se aos pesados elementos decorativos característicos do século XIX, era preciso, para fazer frente aos novos tempos, partir para uma nova arquitetura que privilegiasse a função, deixando a estrutura nua, sem sobreposições ornamentais. As concepções nascidas sob os desenhos da “Città Nuova” foram decisivos na formação do ideário que levou à construção de Brasília: uma cidade projetada para o futuro, não apenas como cidade limpa e isenta de problemas urbanos, mas como símbolo de uma futura “civilização brasileira” que tivesse na tecnologia o seu elemento dinamizador.

Todavia, a utopia de Brasília se transformou em paradoxo: o mesmo planalto central que abriga o desenho utópico do plano piloto da ilha da fantasia de Brasília, testemunhou a invasão da organicidade da miséria penetrando por todos os lados e se cristalizando sob a forma de cidades satélites que asfixiam o sonho brasileiro asséptico, demonstrando o quanto uma utopia pode se transmutar em distopia ao longo de 40 anos.

3- A distopia da Los Angeles do filme Blade Runner.
A arquitetura da Los Angeles do Filme Blade Runner representa uma retomada da idéia esboçada no filme Metrópolis de Fritz Lang de 1926. Ela simboliza a falência do urbanismo moderno, pois representa uma postura crítica diante do esgotamento da cidade utópica do futuro.

Assim como na Metrópolis de Fritz Lang, a Los Angeles dos replicantes é divida em dois níveis: enquanto as cenas iniciais do filme retratam um aerocarro chegando numa gigantesca construção que povoa uma “superfície aérea” superdesenvolvida tecnologicamente, na superfície profundamente abaixo, no reino das ruas de verdade, se movimenta a vida cotidiana dos cidadãos em becos escuros, úmidos e apinhados de velharias.

O “pós-futurismo” expresso em Blade Runner é a negação da vanguarda arquitetônica italiana da primeira década do século XX, emblemática dos anseios de realização humana na era da máquina. Em face da realidade presente no encerramento do século passado não ter correspondido às utopias imaginadas nos seus primórdios, uma Los Angeles escurecida e dualística surge na tela, sintetizando a incapacidade da civilização humana de resolver as suas velhas mazelas sociais.

4- Zion, a cidade subterrânea do filme Matrix.
Num futuro alternativo, em pleno deserto do real, a maioria dos humanos foi forçada a habitar as profundezas do planeta, depois de terem sido expulsos da superfície pelo reino das máquinas. Em cavernas subterrâneas, uma resistência é estabelecida, que dá origem a Zion – uma cidade semelhante ao cupinzeiro, atravessada por galerias interligadas. Os ramais terminam em seções onde se localizam pequenos povoados, todos orbitantes de uma central de máquinas responsáveis pelas funções vitais da cidade, tais como oxigenação, tratamento do lixo, purificação da água, etc.

Assim como a cidade de Genosha, Zion é ciclicamente destruída pelo império das máquinas, quando uma nova dinastia de humanos é iniciada, a cada advento de um novo “escolhido”.

5- Les cités obscures, a contrapartida utópica das cidades reais.
François Schuiten e Benoit Peeters criaram o álbum “Les Cités obscures”, consistindo em 12 Graphic Novels, que descrevem um universo paralelo, muito similar à Europa, porém com diferenças significativas.

Algumas cidades européias são redesenhadas em sua contraparte utópica: Bruxelas-Brüssel, Paris-Pâhry, Genebra-Genova, etc. Cada cidade destas, na sua contraparte fantástica, expressa ideais utópicos que se espelham nas concepções futuristas de Júlio Verne, Luis Borges e outros autores.

6- Urville, uma utopia adolescente.
A cidade de Urville nasceu em 1984, quando o seu autor Gilles Trehin tinha apenas 12 anos de idade. Desde lá, ele vem adicionando mapas e dados, robustecendo o universo paralelo de uma Europa alternativa. Em março de 2007, Gilles publicou um livro sobre a cidade, onde assim ela é descrita: Urville é a capital de uma grande província localizada numa ilha, com uma população de 12 milhões de habitantes, o que a faz uma das cidades mais importantes da Europa.

Esta utopia adolescente segue a linha ufanista preconizadora da possibilidade da resolução dos problemas urbanos por via tecnológica. O colapso energético que se avizinha e as alterações climáticas globais, pouco corroboram com tais visões otimistas do futuro.

7- Gottham City, a famosa cidade gótica de Batman.
Foto: Judão
Apesar de ser habitada por outros heróis do universo DC Comics, Gottham City sempre será lembrada como a cidade de Batman. É praticamente uma distopia das cidades modernas, sombria, misteriosa e gótica, ela é um centro urbano repleto de problemas e refém da criminalidade. Alguns autores comentam que Gottham e a Metrópolis do Super Homem encerram a simetria de uma mesma moeda – de dia a Gottham soturna de Batman é a Metrópolis “clean” e resolvida do Super Homem, ou seja, a mesma cidade, dependendo da hora do dia em que é observada, revela diferentes traços da sua personalidade.

8- Cidade 17 do playgame Half Life 2.
A Cidade 17 do play game Half Life 2, representa uma interessante convivência entre duas civilizações: a humana e uma raça alienígena invasora da terra, a Combine. O objetivo da civilização Combine é assimilar outras civilizações submetê-las ao seu poder, adaptá-las e reconstruí-las para atender aos seus propósitos imperialistas.

O estilo da Cidade 17 é tributário das cidades do leste europeu, algo neoclássico, sombrio e pesado, também lembrando São Petersburgo na Rússia, assim como também Odessa, Sevastopol e Riga. O destaque fica por conta da Cidadela, uma torre de 3000 metros de altura construída pelo império alienígena Combine, centro do poder e símbolo da dominação.

9- Genosha, a cidade dos mutantes da Marvel Comics.
Genocha é uma pequena ilha-nação localizada ao norte das Seicheles, na costa leste da África. É conhecida como a “terra verde e prazerosa”, por sua altíssima qualidade de vida. Contudo, os grandes avanços tecnológicos e econômicos não conseguem ocultar um conflito básico: Genosha foi construída com um único intuito – o de abrigar uma população mutante escorraçada no resto do mundo. Os seres humanos geneticamente modificados isolados numa ilha fornecem a metáfora necessária ao fundamento das guerras; a incapacidade humana de conviver com o diferente, desde fatores étnicos, até os econômicos e geográficos. Genosha, apesar de ser um paraíso, padece do insidioso destino de ser atacada pelo resto da humanidade não-mutante.

10- SymCity, a primeira cidade dos videogames.
A recente emergência da tecnologia digital doméstica no início da década de 80 permitiu o desenvolvimento de um jogo do tipo “controle”, onde uma cidade pode ser criada e gerida pelo usuário. Com a popularização dos videogames, que se tornaram um fenômeno global, a cidade imaginária SymCity não poderia deixar de ser mencionada.

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26/10/2008

A maior estação ionosférica do mundo está abandonada em Zmiev - Ucrânia.

Depois do colapso do império soviético, grandes instalações civis e militares entraram em declínio, graças à cessação dos generosos orçamentos que a Rússia destinava aos países satélites. Entre portos abandonados de submarinos, ônibus espacial Buran esquecido no Cazaquistão, as fotos a seguir são de uma estação de um dos maiores radiotransmissores ionosféricos do mundo.

Um prato cheio para os caçadores de coisas abandonadas!
Mesmo que esta estação não esteja completamente abandonada, a ferrugem causada pela falta de manutenção a corrói e a transforma pouco a pouco num bizarro testemunho pós-apocalíptico do poderio soviético.

Durante os anos 80, neste lugar funcionou um complexo científico do tamanho de um campo de futebol, comandando pelo supercomputador Ural. A estação de antenas destinadas a pesquisas científicas atmosféricas localiza-se perto da cidade de Zmiev. (Link do Google Earth)

Eventualmente a estação IRS (Ionospheric Research Station) é usada e recentemente perdeu o seu status de “Top Secret”, porque talvez tenha se prestado a trabalhos ao birô militar dos soviets. Quem saberá? O que se sabe é que esta maravilha da tecnologia soviética se equivale à estação similar americana localizado no Alasca, a HAARP.

Porém a semelhança termina no tamanho, já que enquanto a estação do Alasca continua operante, a ucraniana se transformou numa das trilhas que os caçadores de coisas abandonadas seguem avidamente.

O paraíso dos telefones da Matrix e Osciloscópios Vintage.
Quem não gostaria de ter um aparelho de telefone preto, o gadget definitivo da telefonia? Imagine um telefone destes tocando à meia noite em plena guerra fria! A estação IRS de Zmiev preserva a história viva do apagar das luzes do século XX.

Para qualquer apaixonado por steampunk, a foto a seguir é um prato cheio. Os instrumentos estilo “vintage” da estação estão intactos, com seus relógios analógicos e o melhor de tudo: um antigo Osciloscópio (medidor de formas de onda) equipado com tubo de raios catódicos.

Devido ao estado de não abandono completo, é possível notar que os instrumentos internos se encontram em perfeito estado de conservação. A IRS de Zmiev pode ser considerada um interessantíssimo museu, que poderia estar sendo explorado como tal, não fosse a falência da Ucrânia.

Algumas comparações entre a IRS e a HAARP.
Algumas palavrinhas sobre a matriz da antena transmissora de alta freqüência (High Frequency Transmitter and Antenna Array). A antena maior (que pode ser vista pelo Google Earth) tem capacidade para produzir 25 MW de potência, enquanto a estação HAARP do Alasca tem a metade: 12,5 MW.
O radar IS (incoherent scatter) por dispersão incoerente é praticamente único, já que há apenas 9 destes no mundo. Sua área refletora é de 100 x 100 metros.
Da minha parte, quando eu for à Ucrânia, podem ter certeza que um dos bilhetes de trem que vou reservar vai ser, com certeza, para a pequena cidade de Zmiev!

Fonte:
Abandoned Ionospheric Research Station.

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25/10/2008

A crise chegou? Então aperte com força no seu botão de pânico pessoal!

Os botões de pânico se incorporaram na vida moderna e o principal deles, se tornou a arma mortal na mão dos novatos em informática. Ao invés de se chamar simplesmente “ESCAPE”, a tecla ESC deveria ser vermelha e ter a palavra “Pânico” impressa na sua superfície. Com certeza os milhões de recém incluídos digitais agradeceriam a facilidade de apertar um anulador instantâneo de burradas.
Não só os computadores têm o seu botão anti-burradas, também os elevadores, as escadas rolantes, etc. Tais botões são tão importantes, que se encontram a venda às pilhas na Internet.


A crise precisa de um botão de pânico pessoal!
Apesar de todos os aparatos feitos pelo homem terem seu botão de pânico, nenhum gadget foi criado para desligar os seres humanos da crise. Até a bolsa de valores tem o seu “circuit breaker”, que a protege de oscilações negativas maiores do que 10%.

E nós humanos, enquanto afundamos na crise, quem nos protegerá? Já que o presidente do Banco Central Henrique Meirelles declarou em Miami que devemos "parar com as piadas, porque a Crise é muito séria", somente um pacote ACME resolveria todos os nossos problemas!

O pacote ACME traz num estojo ricamente trabalhado
o botão de pânico que faltava nas nossas vidas, o nosso “circuit breaker” particular que nos permitirá que nos desliguemos instantaneamente da crise.
Mas, CUIDADO para não apertar o botão errado!
Foto: TechTips

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24/10/2008

As cidades-fantasma do ano 2100.

Durante 900 anos a cidade de Moenjodaro no Paquistão foi um centro urbano e fervilhante, uma Nova York do ano 1.700 AC. Porém, subitamente os moradores abandonaram a grande cidade e ela submergiu nas areias do tempo até que os arqueólogos começaram a escavá-la nos anos 20. Atualmente, os visitantes podem percorrer as centenas de enigmáticos acres de ruas e casas desertas.


Suspeita-se que Moenjodaro tenha sido vitimada do declínio econômico ocasionado por alguma invasão militar. A cidade jamais se reergueu e a civilização estabelecida durante quase um milênio no vale Indu, se desvaneceu como se nunca houvesse existido.

A maior parte das cidades, apesar da sua aparente solidez, podem virar pó. Tudo depende de como as nações enfrentarão o problema do crescimento das megalópoles, cidades com populações de mais de 10 milhões de habitantes, tais como Tóquio, Nova Iorque, São Paulo, Cidade do Méxio, Mumbai, etc, já que daqui a 92 anos, estima-se que estas megacidades terão no mínimo o dobro do tamanho.
Foto: Baixaki.

Outro cenário surge na janela de possibilidades. Alguma das atuais megalópoles podem se tornar gigantescas cidades fantasmas, assim como aconteceu com Moenjodaro? Evidentemente isto é difícil de prever, porém algumas inferências podem ser feitas supondo-se alterações climáticas, guerras e envelhecimento populacional.

Apesar de algumas cidades continuarem crescendo, outras tantas encolhem e não somente as pequenas. Devido ao intenso fenômeno da urbanização, muitas vilas rurais do Japão ficaram entregues aos idosos e correm o risco de desaparecerem totalmente. Nos Estados Unidos, cidades dos estados de Kansas e Dakota enfrentam um risco de extinção semelhante, causado pelo êxodo do segmento mais jovem da população. Algumas cidades do Kansas, na tentativa de reter mais gente na zona rural, estão doando terras, mas os resultados são desanimadores.

Alguns grandes centros também enfrentam o risco da aniquilação. Os urbanistas europeus e americanos já estão se debruçando sobre o fenômeno do encolhimento das cidades. Depois da queda do muro de Berlim em 1989, milhões de pessoas que habitavam a Alemanha Oriental, simplesmente se mudaram para o oeste, deixando mais de um milhão de residências abandonadas.

Em resposta, o governo da Alemanha patrocinou uma pesquisa voltada para estudar o encolhimento das cidade. O projeto, além de estudar os casos intra-fronteiras, tais como Berlim e Leipzig, foi além: Ivanovo na Rússia, Manchester e Liverpool na Inglaterra e Detroit nos Estados Unidos.
O desaparecimento destas cidades ainda é uma questão em aberto. A população de Detroit decresceu aproximadamente 1/3 do seu valor de 1950, estando hoje com 950.000 habitantes. Os especialistas prevêem que, embora o seu encolhimento seja lento, será constante, até pelo menos 2030. Um dos fatores agravantes talvez seja o alto índice de desemprego de 10% na área urbana. Não obstante, as áreas suburbanas no entorno de Detroit estão crescendo. Se tais tendências se mantiverem, a cidade atualmente conhecida como Detroit terá desaparecido inteiramente antes de 2100.

Assim como Detroit flerta com o desastre do encolhimento demográfico, outras cidades enfrentam o mesmo problema. Pesquisadores da Universidade da Califórnia estimam em 75% as chances de São Francisco ser destruída por um terremoto de magnitude 7 ou maior até o ano de 2086. Alguns podem alegar que os sobreviventes poderão reconstruí-la ao longo do tempo, contudo o destino de Nova Orleãs, varrida pelo furacão Catrina e inundada em 80% do seu território, não dá tanta certeza quanto a sua plena reconstrução.

São Francisco é uma das cidades que está encolhendo mais rapidamente na Califórnia, porque um grande contingente populacional está se mudando devido ao medo dos perigos geológicos provenientes da falha de Santo André, localizada ao longo da costa oeste. Qualquer desastre tectônico mais sério certamente vai radicalizar o fenômeno.
A elevação dos oceanos ameaça cidades ao redor do mundo. Os engenhosos holandeses construíram diques e os mantêm íntegros para que as suas cidades continuem em pé, mesmo que 2/3 do seu território esteja a 1 metro abaixo do nível do mar. Porém, nos países pobres a mesma situação pode ter resultados catastróficos: Banjul, a capital de Gambia no Oeste da África está literalmente encolhendo devido a uma combinação fatal de erosão e aumento do nível do mar, de acordo com um estudo do Banco Mundial. O mesmo estudo prevê que se o nível do mar aumentar entre 10 e 90 centímetros, as grandes cidades costeiras do mundo serão gravemente afetadas: Alexandria no Egito, Tianjin na China, Nova Iorque nos Estados Unidos, Jakarta na Indonésia, Bangkok na Tailândia, Rio de Janeiro no Brasil, etc.

Quer seja por força de catástrofes naturais, colapsos econômicos, ou pela insidiosa erosão causada pela areia e água, provavelmente algumas das grandes e sólidas cidades de hoje encontrarão o mesmo fim de Ozymandias o Rei dos Reis, que construiu um monumento a si mesmo, na ânsia de se eternizar. O poeta inglês Percy Bysshe Shelley metaforizou a patética tentativa de Ozimandias – “Por entre a decadência / em face da destruição definitiva nua e crua / Restou apenas a impotência do anonimato soprando entre as areias até onde a vista alcança.”

Fonte:
Ghost Cities of 2100

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23/10/2008

Albatroz, o visionário avião de Júlio Verne Exterminador do Futuro.

Depois que os primeiros objetos voadores mais pesados do que o ar conseguiram voar com sucesso, a grande metáfora das batalhas estelares, estações espaciais e navios voadores, se tornou possível. Mas, e antes disto? Júlio Verne, impossibilitado de se aproveitar de metáforas ainda não existentes, criou a sua própria, revolucionando o mundo com suas visões, que resultaram no nascimento da ficção científica.


Em 1880 nasceu o navio-voador Albatroz no contexto do livro “Robur o Conquistador". Nesta obra, Júlio Verne abandonou o seu viés otimista sobre o futuro e expressou seu ceticismo sobre o amanhã da humanidade, principalmente pelo uso mortal que ela daria aos futuros aparatos tecnológicos.

A máquina voadora concebida por Júlio Verne leva pânico as moradores de cidades de vários países, numa espécie de caricatura dos líderes europeus que acabaram deflagrando a primeira guerra mundial.
Os Navios Voadores que insuflaram a fantasia das cabeças vitorianas são umas das preciosidades históricas mais fascinantes que existiram, principalmente as aeronaves dotadas de hélices horizontais. Este detalhe estrutural do Albatroz de Júlio Verne, nos faz pensar que o primeiro dirigível a ser sonhado no apagar das luzes do século XIX, foi um helicóptero.
O modelo acima foi inspirado no Albatroz de “Robur o Conquistador de 1896” e na sequência, o livro “Mestre do Mundo, de 1904. Esta aeronave mais leve do que o ar foi a estrela do filme homônimo “Mestre do Mundo” de 1961, adaptado para a tela grande por Richard Matheson, cujo elenco foi encabeçado por Vicente Price, que encarnou Robur o gênio louco e capitão do Albatroz.


Outro modelo inspirado no filme Mestre do Mundo, substitui os frágeis suportes das hélices por robustas torres metálicas, mais ao gosto do estilo pesadão SteamPunk. O modelo abaixo é tributário mais fiel da concepção original de Julio Verne, com suas finíssimas hastes sustentadoras de cada uma das 37 hélices, porém, apesar da concepção mais retrô, este desenho insinua uma aeronave mais pesada do que o ar – o que a torna muito mais visionária.


Vista do convés do Albatroz. Foto: Vernebooks.

Fontes:
Space War: Weapons.
Robur o conquistador.

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22/10/2008

2001 Uma Odisséia No Espaço, um sonho que ainda não se realizou!

Nos anos 50, o visionário Dr. Von Braun publicou uma série de artigos na revista Collier detalhando a sua visão sobre a exploração do espaço, ilustrada pelo artista Chesley Bonestell. Entre os conceitos esboçados, havia uma versão de uma estação espacial em forma de roda, servida por uma espaçonave reutilizável, semelhante ao ônibus atual espacial americano Atlantis.

Enquanto a tecnologia não “decolava” o suficiente para tornar realidade os sonhos de Von Braun, a ficção científica tratou de trazer a lume a sua própria versão. Em 1968 foi lançado nos cinemas um filme que marcou definitivamente a história da FC: 2001 Uma Odisséia no Espaço do diretor Stanley Kubrik, com roteiro baseado na novela homônima de Arthur Clark. No filme, ressurge com toda a pompa e circunstância a visão de Von Braun, turbinada pelas novas aquisições tecnológicas ocorridas ao longo de quase duas décadas.


O ônibus espacial que serve a Estação Espacial V pertence, curiosamente, à extinta Pan AM. Trata-se da aeronave Clipper que perfaz a linha terra-espaço em vôos regulares, como se fosse um avião de passageiros. No duelo entre a realidade de hoje e a fantasia do filme 2001, a ficção continua ganhando: a atual estação espacial internacional é pequena, acanhada e não há qualquer possibilidade técnica de produção de gravidade artificial como no filme.

De 1968 até hoje, não se realizou o sonho da facilidade da viagem ao espaço. Ao invés das naves que decolam elegantemente de pistas de espaço portos, foguetes perigosos e pesadões ainda são necessários para vencer a gravidade terrestre. Contrariando a previsão das viagens interplanetárias, as missões espaciais tripuladas para outros planetas cessaram em dezembro de 1972, quando da última visita à lua perpetrada pelo projeto Apollo 17.

O toque realístico do filme de Kubrik fica por conta da aparência da Estação Espacial V: ela está em construção, um projeto possivelmente começado anos antes de 2001. A realidade deve mais uma vez à fantasia – colônias espaciais habitando grandes estações em formato de rodas girantes continuam a ser idéias impossíveis no curto prazo.

O exercício futurista criado em 1968, como um último esforço para combater as distopias emergentes, não calculou que os avanços tecnológicos havidos nos primórdios da era espacial não manteriam o mesmo fôlego dos primeiros anos. A guerra fria não tardaria a monopolizar os orçamentos das superpotências, que depois de se embaterem na conquista do espaço, trataram de brigar por posições na dura realidade terráquea do nosso pequeno mundinho.

Será possível no futuro a produção de gravidade artificial através da força centrípeta gerada pelo movimento de rotação de uma gigantesca estação espacial giratória? A face do nosso futuro está na dependência das escolhas que os líderes internacionais fizerem: ou a escalada militarista continua aumentando, o que resultará em distopias do tipo Matrix, ou a humanidade aprende que o preço a pagar pela realização das utopias é a escolha definitiva da paz.

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21/10/2008

Top 10 das categorias dos CaseMods.

Case Mod, do ingês, significa gabinete de computador modificado. Muitas vezes, eles acabam se tornando mais importantes do que o próprio computador, já que se convertem em verdadeiras peças de arte pós-moderna.

10- Bizarro – Inseto.
Quem poderia ter esta coisa medonha na sua mesa? Só um geek bizarro!

9- HQ - Incrível Hulk.
Feito em fibra de vidro, este casemod rompe com o conceito de caixa e mostra que é possível ousar muito mais.
8- Ficção Científica – R2 D2.
Não poderia faltar nesta seleção o simpático robozinho R2 D2 de Guerra nas Estrelas.

7- Musical – Piano Chickering.
Este “piano” está à venda no ebay por $U 20.000 dólares, porém não é exatamente um piano, mas um computador com um LCD de 26 polegadas e um processador de 6.8 GHz. Montado na carcaça de um antigo piano Chickering de 1904, o seu proprietário trombeteia que é o “mais lindo computador do mundo”, além de ser “o mais velho”.

6- Artístico – Urna Egípcia.
Projetado e construído por Chris Kramer, este casemod egípcio foi coberto com intrincados hieroglíficos e encrustrado com jóias. Uma menção especial deve ser feita ao olho de Rá, feito de pedras semi-preciosas malaquita e vivianita.
5- Espacial – Torre robótica.
Procurei por um casemod que fosse evocativo da estação espacial de 2001 Uma Odisséia no Espaço de Stanley Kubrik.
Mas, talvez pela impraticabilidade desta figura agasalhar uma motherboard, nenhum geek maluco tenha se atrevido a fazê-lo, até agora. Então, tive que me contentar com as linhas arrojadas deste outro:

4- Futurista – Roda do Futuro.
Provavelmente este casemod aproveitou o tambor de aço inoxidável de uma máquina de lavar, mas mesmo assim, não deixa de ser totalmente original e funcional ao mesmo tempo, já que refrigeração não é o seu problema.

3- Futurista Retrô – Máquina de Escrever.
Construído inicialmente para o jogo Cthulhu Lives!, que nunca chegou terminado, este intrigante casemod foi inspirado nas estranhas máquinas retro-futurísticas do filme Brazil de Terry Gilliam. Trata-se de um computador Macintosh SE de 1988, que surpreendentemente, ainda funciona.

2- Gótico – Demônio.
A criação do Geek Ucraniano pode certamente ganhar o prêmio de melhor gabinete gótico de todos os tempos!

1- SteamPunk – Computador refrigerado a água.
Este casemod polonês reúne todas os requisitos que o torna o mais genuinamente steampunk, tanto que poderia tranquilamente equipar o escritório do Capitão Nemo do submarino Nautilus.

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20/10/2008

As possibilidades das figuras impossíveis: instalações de Escher no mundo real.

As obras possíveis de Mauritus Cornelis Esher - Quem não é apaixonado pela sua obra? Pois bem, o artista holandês, que cativa gerações, não marcou a sua carreira apenas com construções impossíveis, preenchimentos de planos, explorações do infinito, metamorfoses, padrões geométricos, ilusões de perspectiva, etc.

Uma figura possível de Escher instalada na frente do Museu Het Palais em Haia, Holanda.

Mural de azulejos no Liceu Cristão Liberal em Haia.

Antes de tudo, Escher foi um homem que precisou viver do seu trabalho e para tanto, ele aceitava quase todas as encomendas que lhe garantiam o mínimo sustento e a condição para continuar fazendo o que mais gostava: a expressão da realidade peculiarmente deformada, porém sem perder as características reconhecíveis nos objetos de convívio cotidiano.
Icosaedro com motivos de estrelas-do-mar e conchas. Caixa de bolachas encomendada por uma fábrica holandesa e produzida como brinde por ocasião da festa dos 25 anos da sua fundação.

Nenhuma das encomendas resultaram em obras novas e de grande importância, elas não lhes davam inspiração, muito antes pelo contrário. Para as suas obras de encomenda, ele escolhia temas e esboços que já tinha experimentado em obras independentes. Isto é de certo modo natural, pois os clientes encomendavam a Escher justamente aquilo que já conheciam, ou seja, as formas já consagradas e que queriam de alguma maneira vincular aos seus propósitos artísticos ou comerciais.
Pilar de azulejos vitrificados na Nova Escola Feminina de Haia, na foto à direita, o detalhe dos azulejos.

As influências sobre Escher vieram das suas viagens a lugares exóticos, tais como Alhambra e Granada na Espanha, onde descobriu os azulejos dos Mouros. O despertar para a arte árabe marcou profundamente a sensibilidade do artista, tanto que lhe despertou o interesse pela divisão regular do plano em figuras geométricas que se transmutam.
Escher trabalhando no mural para a Capela do Terceiro Cemitério de Utrecht.

Porém, diferentemente das restrições de ordem religiosa impostas sobre os motivos árabes, Escher podia trabalhar com outras figuras além das abstratas, tais como peixes, pássaros, anjos, demônios, répteis. Eram figuras concretas existentes na natureza e que serviram às suas experimentações e justaposições. Um exemplo exaustivo de transfiguração pode ser encontrada na obra pública que Escher fez para a sala principal do Correio nacional de Haia, onde num painel de parede há uma versão aumentada da sua Metamorfose II.
Versão ampliada de Metamorfose II no Correio Central de Haia.

O último grande mural foi terminado em 1967. O engenheiro Bast, Diretor dos Correios, tinha pendurada no seu gabinete de trabalho a grande gravura Metamorfose de 1940 e contemplava-a sempre, durante as reuniões enfadonhas. Por isso, encomendou esta Metamorfose bastante aumentada, para ocupar uma parede de 42 metros de comprimento do Hall. Devido ao tamanho, Escher precisou setuplicar a obra, num trabalho que lhe consumiu meio ano, pois teve que adicionar mais três metros. Este mural foi o canto do cisne de Escher em termos de grandes obras.
Uma pequena encomenda de 1968 foi a última: o revestimento de dois pilares numa escola de Baarn.
Fotos da fachada completa e dos detalhes postadas no Flickr. Autor: Maytevidri.

Exemplo de reprodução casual de uma parte da Metamorfose II de Escher, na fachada de um edifício recém restaurado no centro de Madri. O fotógrafo que colheu a imagem, narra que no caminho para visitar a exposição “A arte do impossível”, se deparou com esta obra surpreendente.

Fontes:
O Espelho Mágico de M.C. Escher de Bruno Ernst.
Mauritus Cornelis Escher.

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19/10/2008

Besler, o único avião a vapor do mundo que conseguiu voar!

Nos céus do aeroporto de Oakland na Califórnia, apareceu um estranho avião deixando um fino rastro de vapor. Os espectadores podiam ouvir os gritos de comemoração do piloto, de tão silencioso que era o motor. Eles assistiram o aparelho passar velozmente, mergulhando em direção ao solo a 160 km/h, depois da recuperação, iniciou uma curva suave já em procedimento de pouso. Aquelas pessoas tinham acabado de testemunhar pela primeira vez na história uma aeronave voar propulsionada por um motor a vapor!
Dois irmãos George e William Besler, um ex geólogo de 30 anos e o outro, um engenheiro mecânico dois anos mais novo, tinham conseguido realizar o sonho acalentado por Maxim, Langley e outros pioneiros da aviação. Graças ao seu trabalho, o avião a vapor, muito discutido, esperado e longamente planejado, no dia 12 de abril de 1933.
Este avanço espetacular no campo aeronáutico foi o resultado de três anos de um experimento secreto. Os inventores começaram as suas pesquisas em 1930, numa oficina em Emeryville na Califórnia. Poucas semanas depois, eles compraram um mecanismo boiler/motor de 150 cavalos que se mostrou decisivo para o sucesso do ambicioso projeto.

Boiler (Reservatório de Vapor)

Motor aeronáutico a vapor.

O Travel Air 2000, pilotado por William Besler, correu célere na pista e alçou vôo, sem qualquer som significativo, exceto um pequeno sussurro do motor e o zumbido do vento movimentado pelas pás das hélices. Ao balançar as asas a 60 metros de altura (um sinal comum entre os aviadores), o piloto gritou “Ei!” e pode ouvir os gritos do público postado no solo. A conversa dentro do avião, segundo me relataram os dois inventores, era tão fácil quanto num automóvel conversível.
O avião deixou seu rastro de vapor em três vôos, decolando, pousando e fazendo curvas, numa média de 5 minutos cada vôo. No pouso, a vibração constante do vapor vai se esvaindo e o som do movimento “puxa-empurra” característico dos motores a vapor vai decaindo lentamente. A cada pouso, tão logo as rodas tocavam no solo, Besler puxava uma pequena alavanca no lado do cockpit, o que invertia o movimento do motor instantaneamente. Com este efeito, somente possível de se obter com um motor a vapor, o pouso podia ser feito em pistas extremamente curtas!
O biplano Travel Air 2000 se prepara para o pouso.

No método de frenagem de reversão da hélice, possivelmente só possível em máquinas a vapor, o freio é aplicado acima do centro de gravidade da aeronave, o que previne a brusca subida do nariz em paradas bruscas, como ocorre em aviões com propulsão convencional. Quando os freios das rodas são acionados repentinamente, a tendência dos aviões é dar cambalhotas e “crashar” inevitavelmente. Não no avião a vapor, que mesmo tocando no chão a 80 Km/h, consegue parar confortavelmente numa pista exígua de 60 metros.
Devido ao fato do avião a vapor ser tão silencioso quanto os pássaros em altitudes maiores de 300 metros, ele poderia ter desempenhado um grande papel em missões militares de reconhecimento. Aviões de guerra silenciosos eram então extremamente desejados. Porém, o melhoramento tecnológico sob a forma do desenvolvimento de silenciadores extremamente eficientes para os motores a gasolina, inviabilizou o plano inicial de utilização de motores a vapor.

O futuro a vapor que não aconteceu.
Um dos grandes sonhos para para os motores a vapor aeronáuticos, era a sua utilização em vôos estratosféricos. No ar rarefeito destas regiões, a 16 quilômetros acima da superfície, os especialistas concordavam que futuristas “navios voadores” iam voar a velocidades supersônicas. Neste ambiente sem nuvens e nem tempestades, os ventos constantes das altas camadas atmosféricas iram empurrar a grandes distantes as aeronaves, transportando passageiros, correios e cargas.
Foto por Cgwallpapers.

Fonte:
Artigo escrito por H.J. FitzGerald, publicado em Julho de 1933 na revista Modern Machanix.

Artigos relacionados:
Avion III, o primeiro avião a vapor!

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18/10/2008

Uma incrível biblioteca inteiramente feita de fuselagens empilhadas de Boeings abandonados!

Mais de 200 fuselagens de Boeings 727 e 737 empilhadas em direção norte, em razão da melhor exposição ao sol, é o ambicioso projeto desenvolvido pelo escritório de arquitetura Lot-Ek para a gigantesca biblioteca Nova Jalisco em Guadalajara, México.
Duas falhas na direção do eixo principal das fuselagens permitirão dois imensos átrios. O interior das fuselagens vai abrigar as coleções de livros, salas de reuniões e escritórios, enquanto os átrios poderão abrigar salas de leituras e auditórios.
A parte principal da biblioteca se localizará no grande átrio, que atravessa verticalmente toda a construção. O andar inferior, no segundo piso, poderá ser acessado através de escadas rolantes e elevadores e funcionará com centro de informação e área de estar. Cada nível de fuselagem terá áreas de leitura e terão ligação entre si através de pontes.
O vidro do átrio terá um imenso telão de LCD transparente, que projetará imagens, vídeos e textos para todos que estiverem transitando no vestíbulo.
As fuselagens de aviões descartados são as únicas partes que não conseguem ser recicladas, pois o custo da sua demolição excede o preço que a indústria paga pelo alumínio. Assim, uma imensa quantidade de fuselagens permanece nos desertos dos estados do oeste americano. Os Boeings 727 e 732 foram historicamente os aviões mais vendidos da história, portanto são as carcaças mais numerosas nos cemitérios de aviões. Elas podem ser adquiridas a preços extremamente baixos e completamente destripadas, em ótimas condições estruturais.
A fuselagem será o “tijolo” desta construção, cujas partes serão dispostas de acordo com as necessidades de uma biblioteca: o andar superior será destinada para a ocupação humana, enquanto o andar inferior será reservado para as instalações elétricas, hidráulicas, cabeamento e depósitos de livros.

Fontes:
Noticias Arquitectura.
Lot-Ek

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17/10/2008

Gatas invadem o espaço aéreo e tomam de assalto a aviação de caça!

Desde os primórdios do século XX as mulheres marcaram posições nos céus. No Brasil não foi diferente, ainda em 1922 Anésia Pinheiro Machado fazia o seu primeiro vôo solo, tendo se tornado a primeira e a maior mulher piloto de avião de todos os tempos em terras tupiniquins.

Porém, as mulheres possuem algumas peculiaridades hormonais, pelas quais muitos sisudos instrutores da aviação de caça sempre garantiram que elas jamais teriam equilíbrio suficiente para manejar os incrivelmente ariscos jatos de combate, que requerem homens fortes, frios, portadores de saúde acima do normal, enfim... homens.

O tempo passou e os instrutores tiveram que engoli-las, mesmo que eventualmente nelas, os hormônios falem mais alto. Ouçam o áudio desta pilota em sua primeira decolagem catapultada de um porta-aviões americano, para entenderem o que estou dizendo.

Woman Fighter Pilot Having An Orgasm - Watch more Military Videos

No Brasil, somente no dia 22 de março de 2007 a aviação de caça brasileira abriu uma brecha nas suas fileiras para acolher uma mulher. Trata-se de Fernanda Görtz, de 23 anos, que solou pela primeira vez o avião Super Tucano A-29B. Calma, ainda não é um jatão F-16 ou algo parecido, mas para as nossas paragens super machistas, já é um começo altamente promissor.

A aspirante Fernanda no seu primeiro vôo solo feliz!

Enquanto isto, as gringas estão muito mais adiantadas e quem pensar que a USAF emprega somente dragões voadores, se engana redondamente, porque nos EUA há um time de gatas voando em caças de 16 milhões de dólares, para ninguém botar defeito!
Capitã Kent “Marechal”, a quinta pilota graduada na escola de F-15.

Alicia, posando poderosa diante do seu F-16!

Capitã Christina “Shaq” Szasz, pilota de F-16 dando os últimos retoques na “maquilagem” das bombas mortais.

Mais flagrantes da Capitã Christina.

Na gringolândia não há moleza não, as atrevidas que invadem a seara masculina têm que pagar o ônus de dividir os mesmos alojamentos!

A Capitã Shaq variando um pouco, prepara a decolagem no estranhíssimo F-117 NightHawk.

Um time de pilotas loirinhas tentando derrubar a lenda dos dragões voadores.

Fotos: Forum F-16.

Fontes:
Vôo histórico: aviadora voa solo o A-29.
Momento histórico: aviadora pilota aeronave de caça A-29.

Anésia Pinheiro Machado

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16/10/2008

A História da Coisas: saiba porque os seus níveis de consumo estão destruindo o planeta.

A minha fiel leitora Maristela Guedes me mandou um interessante link sobre o documentário “A História das Coisas”, que de tão educativo, fiz questão de ecoar e oxalá, outros blogs e blogões fizessem o mesmo.
Trata-se de um vídeo que explica em 20 minutos o problema da geração de detritos de uma maneira que o Al Gore não conseguiu fazer em 1 hora e meia no seu filme famoso "Uma Verdade Inconveniente". As suas principais virtudes são o seu didatismo, sem ser chato e a sua simplicidade, sem ser tosco.
Logicamente que tal vídeo somente poderia ter sido gerado no país mais consumidor do mundo, os EUA pátria sagrada do capitalismo selvagem, um sistema tido como regime de fim da história da humanidade. Ora, diante da catástrofe que estamos assistindo do sistema financeiro global, em que até a Inglaterra, a mãe do liberalismo, interveio fortemente num mercado que ela mesma venerava como uma entidade auto-determinadora do seu destino, descobre-se que o fundamento do capitalismo não e tão sólido assim, comprovando que há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha o nosso vão fim da história.
A História das Coisas explica o que a Verdade Inconveniente de Al Gore quis omitir: não é concebível a sobrevivência da cadeia linear de bens de consumo inserido numa precária ecologia não-linear, porque finita. Al Gore será um filho do capitalismo até a morte, sem possibilidades de um dia admitir que tal sistema é o maior problema já inventado pela humanidade, por se basear no desbalanceamento de uma equação muito simples:

»»»»»Exploração infinita de recursos finitos.««««««««««

A intervenção antropológica sobre os recursos naturais se dá numa base filosófica que concebe o planeta como se fosse um campo infinito de exploração. O grande equívoco da base ideológica do capitalismo é a elevação do consumo ao sentido da vida e atingimento da felicidade.
A verdade que a Verdade Inconveniente do Al Gore quis omitir é: o que está errado com o capitalismo não tem paliativo – não há como domesticar o capitalismo selvagem – uma vez que o seu ideário sempre parte de um ponto de vista particularizado.
Apesar de catastrófica, a crise financeira mundial poderá ser extremamente ecológica, se redundar em diminuição do consumo supérfluo, praticado como forma de vida.

Referência:
A História das Coisas.

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15/10/2008

O nosso amor pelas crianças abandonadas dormindo nas ruas do Brasil se limita a não atropelá-las?

Aceitando o meme do post “Filha da Sé, a Pobreza no Brasil”, de João Magalhães, desabafo a minha visão sobre o câncer social brasileiro, que ao promulgar a Constituição “Cidadã” de 1988, exterminou o futuro da nossa infância.

Foto: Medida para tirar crianças da ruas gera polêmica em Brasília. (De 2007 para cá, esta criança continua dormindo na rua enquanto os políticos polemizam.)

Ao abolir os Juizados de Menores, o Estado brasileiro escolheu deixar as crianças na rua, quando colocou nas suas mãos o livre arbítrio duvidoso da opção ou não de se colocarem sob a tutela estatal.

O ato imperioso de recolher as crianças das ruas foi substituído pelo eufemismo das “abordagens” dos Conselhos Tutelares, que quase nunca obtém sucesso em levar para os abrigos menores completamente dominados pela droadição e pertencentes a adultos que os utilizam como escravos de mendicância, servidores sexuais e aviões do tráfico de drogas.
Foto: Fotogarrafa. (Um dia Brasília deveria se acordar do seu perpétuo sono.)

Quando o nosso herói quixotesco Ulysses Guimarães, do alto do seu sonho de país escandinavo, ergueu a mão para os céus brandindo a promulgação da nova constituição, estava selado o destino de milhões de crianças que se marginalizaram nas décadas posteriores sob a frouxidão do Estatuto do Menor.

Quando visito Porto Alegre, me deparo com crianças dormindo no meio das calçadas, crianças vendendo ou mendigando em semáforos, crianças cheirando crack sob as marquises, crianças sendo usadas das maneiras mais sórdidas e vis, diante da leniência do Estado e dos políticos ladrões de Brasília, que preferem voltar as costas ao Brasil Real.

O Brasil que resolveu o problema das doenças mentais e da drogadição, simplesmente implodindo o sistema psiquiátrico ao longo do governo FHC, sob o lema “humanitário” de “Manicômios Nunca Mais”, resolveu o câncer das crianças abandonadas nas ruas, simplesmente deixando-as exatamente onde sempre estiveram, sujas e maltrapilhas, como resultados abjetos da corrupção política.
Foto: Fotogarrafa. (É importante o ato caridoso de não esmagar descuidadamente o crânio das nossas crianças.)

Eu sou omisso, pois a cada vez que vou a Porto Alegre, a minha compaixão vai ao limite máximo de desviar os pés para não pisar nas crianças que dormem a sono solto nas ruas.

Assim como eu, os outros pedestres compartilham da mesma indiferença. Nós, os cidadãos amparados pela Constituição Cidadã de 1988, nunca chegaremos a notar se um dos pequenos párias que se atravessa no nosso caminho está morto ou vivo, pois para nós, basta não esbarrar neles e seguir o nosso destino.

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O antigo ofício dos vitrais repaginado em moderníssimas instalações públicas de arte.

Os vitrais vêm sendo utilizados tradicionalmente desde a idade média para fins sacros, como atestam as milhares de obras estampadas nas igrejas. Mas, a intensa beleza dos vitrais não poderia ficar restrita aos ambientes monásticos e foi em Flandres e na Suíça que eles saltaram dos motivos divinos para o mundo da decoração residencial.
Nos primórdios da era moderna, por ocasião da separação entre a Igreja e Estado, o poder institucional também passou a se utilizar da arte do vidro para instalar obras de arte em espaços públicos, porém valendo-se de motivos profanos, até chegar aos nossos dias sob o império da temática abstrata, onde os movimentos das formas e a textura das cores assumiram o papel de protagonistas, em detrimento da supremacia das figuras.

A invenção do Avião.
Este vitral, baseado em motivos aeronáuticos, foi instalado em homenagem ao centenário do primeiro vôo dos Irmãos Wright em 1903.

Centenário do 1º vôo – Janela do Aeroporto Park Aviation Trade Center da cidade de Washington, EUA.

Elevador de Escher.
O motivo deste mural, instalado numa universidade, baseia-se na não linearidade e intriga pelos seus elementos ilógicos. Através da confrontação de perspectivas o espectador, o expectador é provocado a resolver o conflito estabelecido entre seus substratos intelectual e perceptual.
Elevador de Escher. Vitral instalado na Universidade de Utah, EUA.

O Relógio do Milênio em Aço.
O desenho desta peça escultural simboliza a função da estação. Num exercício de interpretação da forma do relógio, esta sugere a frente de uma locomotiva, com o relógio representando o farol do trem.
Relógico de Milênio, escultura em aço e vidro, Estação da cidade de Washington, EUA.

Tsunami Solar.
A intenção deste vitral é refletir o imaginário oceânico, evocando fenômenos físicos da natureza, tais como tempestades, movimentos tectônicos e evolução das galáxias.
Tsunami Solar, Departamento de pesquisas Oceonográficas e Atmosféricas da Universidade de Oregon na cidade de Portland, EUA.

Caleidoscópio.
Este projeto resultou da remodelação de uma janela para de frente para a rua mais movimentada de Seattle. É um exemplo de como a solução de um espaço privado pode se tornar arte pública. O louco tráfego de pedestres foi o elemento inspirador do artista, que se socorreu de pedaços concêntricos de cores diversas para simbolizar a correria moderna.
Caleidoscópio, vitral instalado em Residência em Seatle, estado de Washinghton, EUA.

Mudança de Paradigma.
O vitral em forma de arco é uma metáfora literal à “ponte” construída entre os séculos XIX e XXI.
Mudança de Paradigma, vitral do Hall do Departamento de Educação da Universidade de Utah, na cidade de Cedar, EUA.

Fonte:
Archibald Glass.
Breve História da arte dos vitrais profanos.

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14/10/2008

Firebird, o Carro da General Motors do “Futuro”.

Tudo começou no pós-guerra, quando a confiança na evolução tecnológica era total e a antevisão de um futuro espacial era fortíssima no início da década de 50. Sob tais inspirações ufanistas, as fábricas de automóveis se puseram em campo para concretizar o futuro almejado de veículos voadores e espaciais. A humanidade brevemente não se transportaria no chão em carros rastejadores, mas ganharia os céus e o espaço em flamejantes bólidos, voando à velocidades supersônicas.

Firebird I, o carro-avião-foguete, que nem foi carro, tampouco avião.
A Ford tirou as suas cartas da manga propondo os seus carros do futuro e a General Motors não podia ter ficado atrás. A sua resposta a toda esta efervescência futurista veio com a criação do protótipo batizado de “Firebird”.
O Firebird foi a materialização de um conceito inovador e de indisfarçável inspiração nas linhas aerodinâmicas aeronáuticas e na sonhada era espacial, que seria deflagrada em 1957 com o lançamento do satélite russo Sputnik. Diferentemente dos projetos da Ford, cujas idéias jamais saíram do papel, a GM foi mais a fundo, chegando a construir alguns protótipos.

A Ford “viaja” no papel com seu carro à La Jetsons em 1954.

O Firebird I foi o primeiro protótipo construído em 1954, que quase não se diferenciava de um pequeno avião-foguete. Não obstante, o seu design era extremamente tosco, aliado às suas limitações operacionais: espaço somente para o motorista, falta de espaço para bagagem, etc. – ele não nunca chegou a atender aos requisitos mínimos para ser qualificado como automóvel.

Firebird II, foi realmente um carro e ainda mais, dotado de uma tecnologia impressionante para a época.
O conceito inicial evoluiu e deu origem ao Firebird II, possivelmente o mais interessante da série e o mais importante, foi um carro funcional. As inovações introduzidas neste protótipo foram bastante impressionantes. O veículo era propulsionado por uma potente turbina a gás e, ao invés de volante, ele era provido de um joystick, ao modo dos aviões de combate.
Ele tinha sensores direcionais, radar e câmera de monitoramento. Ok, parecem coisas triviais, mas não esqueça de que todas estas coisas visionárias foram propostas ainda em 1956...

Firebird III, não tão espetacular quanto o seu antecessor, representou o fim da corrida futurista para a General Motors.
Dois anos mais tarde, saiu a terceira evolução da série, o Firebird III, muito menos interessante do que os seus predecessores, ele foi a última versão da fabulosa série Firebird.
Depois desta participação na corrida pela implementação do carro do futuro definitivo, a GM se retirou definitivamente e preferiu se voltar para o desenvolvimento de veículos mais convencionais.

Fonte: Futuristic automobiles from the past: General Motors.

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13/10/2008

Top 10 das mulheres mais bregas.

Por falar em mulheres esteticamente desabonadas, é chegado o momento de escolher aquelas que melhor fizeram jus à definição do termo encontrado na Wikipédia: brega é tudo aquilo considerado deselegante, cafona, fuleiro e de mal gosto. O termo foi usado originalmente na música, mas foi ao longo do tempo extrapolado para o modo de ser.

Assim, nasceram criaturas cujas vidas se confundiram inteiramente com o “modus vivendi” brega:
1- Cabelos incrivelmente coloridos (sim, a ex-deputada Esther Grossi foi Brega), de preferência rosa - choque;

2- Roupas absurdamente espalhafatosas;

3- Caras, bocas e gestual exagerados;

4- Personalidades esquizóides orbitando ao redor de um dos gêneros, gótico, sado-masoquista, depressivo, dark, tribal, maluco-beleza, era de aquário, andrógino, etc. – em suma, as pessoas bregas podem apresentar comportamentos altamente não recomendáveis em sociedade. Exemplo: cuspir frangos nos fãs londrinos, como fez a nossa Top 2.

10- Baby Consuelo.
Foi a grande maluca beleza da música POP nacional dos anos 80, uma verdadeira versão de saias do Raul Seixas, que explorou um looking absolutamente astral, mas brega até a alma.


9- Joelma.

Nem há o que dizer sobre o fenômeno do pancadão do Pará, só sei que breguisse dá dinheiro.
Foto: Garota Caipira.

8- Rita Lee.
Já nasceu brega por obra da sua reduzidíssima capacidade vocal. Talvez graças a isto, teve que batalhar sob a sombra de um personagem bizarro.
Foto: Tv Rock.

7- Regina Casé.
Depois do seu caso remotíssimo com Caetano Veloso nos tempos da tropicália, quando foi considerada por ele como a Camaleoa digna de raptá-lo, muita água rolou embaixo da ponte, até que a Regina Casé ganhasse o posto de mulher mais mal vestida do país, ou seja, uma das nossas maiores celebridades brega.

6- Cicciolina.
De atriz de filmes pornô a Deputada da Itália, foi uma longa caminhada de breguisse da Cicciolina ao estrelato mundial. Com seu guarda roupa extravagante e o seu modo de ser porno-social, ela reinou absoluta em meio aos escândalos dos anos 80.
Foto: Frenesi.

5- Elke maravilha.
A russa, que já é extravagante no nome, Elke Giorgierena Grunnupp Evremides, inventou o brega, patenteou, cobra royalties e abre franquias.

4- Nina Hagen
A extravagante cantora alemã, que chegou a meter um Hit nas nossas paradas de sucessos dos anos 90, ficou mais famosa por seus modelitos de mau gosto e o rato tapa sexo que usava nos shows, do que por seus dotes musicais.

3- Kelly Osbourne.
Ozzy Osbourne, um dos maiores cantores de rock de todos os tempos que atuou numa das melhores bandas de rock de todos os tempos, o Black Sabbath, teve um grande Karma: uma filha cantora pop brega absolutamente medíocre. Depois disto, o cara nem precisa mais ir para o inferno por causa dos pintos e morcegos sacrificados no palco em nome da bizarrice roqueira.
Foto: People.

Melhor do que uma brega, só duas bregas amigas – Kelly é parceira da cantora mais brega da atualidade.
Foto: TheBosh.

2- Amy WineHouse.
Todos reconhecem que a sua voz potente e a sua obra engrandecem o Soul, mas o seu visual extremo e as suas atitudes extremamente excêntricas têm sido as vedetes a lhe o obscurecer os méritos musicais.
Foto: The Sun.

1- Cher.
A “hour-concours” mundial da breguisse de todos os tempos é, sem dúvida nenhuma, a atriz Cher, quer seja pelas roupas, quer pelo resto da sua obra musical e dramática. A Top 1 merece duas fotos:
Foto: Tv Scoop.

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12/10/2008

Brasília, a única realização no mundo de um projeto Futurista-Utópico dos anos 50.

A cidade do Futuro de Frank R. Paul é um ótimo exemplo das antevisões da primeira metade do século XX. Eram torres maciças de aço, plástico e vidro utilizadas de uma maneira completamente inédita, porém rejeitadas tanto quando foram concebidas, quanto no futuro.
Na idade de ouro da tecnologia heróica, dos arranha-céus monstruosos ocupando o espaço de quarteirões inteiros, aeródromos preenchendo terraços, amplas passarelas tubulares de pedestres, estranhas ruas de metal vazias de tráfego, até gigantescas rampas de lançamento espacial de onde partiam foguetes para o céu, sem ensurdecer os moradores, graças aos supressores de som.
A cidade representa a iconografia do futuro. Em vários filmes de ficção científica do gênero Cyperpunk, os roteiristas imaginam construções incríveis com carros voadores zumbindo como se fossem insetos mecânicos automatizados. É o que se vê em Metrópolis, Bladerunner, Just Imagine, Things to Come e alguns outros filmes que abordam a temática futurista.
Por isto é possível dizer muita coisa sobre uma cidade imaginária, estudando a cultura do seu passado. Nova York parecerá diferente de Londres, simplesmente porque Nova York É diferente de Londres. Os arranha-céus de Nova York mantém suas características peculiares tanto no presente, como nas projeções de futurologia, porque a cultura desta cidade é única. O mesmo acontece com todas as metrópoles do mundo, que são inapelavelmente produtos históricos, sem que nenhum futurismo, por mais enlouquecido que seja, consegue apagar.

Nesta Nova York do amanhã projetada em 1932, nota-se o pequeno edifício Empire State, não apenas como um resíduo do passado por questões de preservação de escala, mas por uma questão de coerência histórica.

Por esta razão, Stanley Kubrik decidiu banir do maior clássico de ficção científica de todos os tempos “2001, uma Odisséia no Espaço”, qualquer cena urbana passada na terra. Kubrik pretendeu ser ambicioso na construção do seu futuro utópico, mas para tanto, ele sabia que não poderia lançar mão de nenhuma cidade terráquea existente na década de 60.
Para ser fiel ao seu novo futuro, o famoso cineasta sabia que deveria retratar uma cidade começada do zero, deveria se livrar da história das cidades, coisa que muitos roteiristas esquecem e terminam cometendo distorções intoleráveis em seus roteiros, por não considerar que Nova York jamais deixará de ser Nova York, e Brasília, agora que já possui um passado, também não poderá deixar de ser Brasília.
Exemplo de cidade apriorística, onde fica evidente a sua total artificialidade, ao misturar elementos árabes, grand canyon e circo Piccadilly.

Por falar em Brasília, um único lugar no mundo conseguiu gastar montanhas de dinheiro para realizar na prática um projeto Moderno Ufanista Futurista Utópico.
O presidente criador da dívida externa do Brasil, Juscelino Kubitschek, assim como Stankey Kubrik, sabia que a utopia de uma sociedade anti-séptica, industrial e sem problemas deveria ser simbolizada por uma cidade sem passado.
Foto Flickr.

Em meio ao nada, Brasília foi erigida, preservada dos vícios das cidades do final dos anos 50. Sem calçadas, sem semáforos, sem esquinas e revogando definitivamente os espaços públicos.


Juscelino quis dar o tom da realização do futuro da sociedade nacional, transmutando e transplantando o coração do poder para o centro do Brasil. Só esqueceu a alma, que ficou na cidade imperial do Rio de Janeiro.

Museu dos Povos Indígenas I - Flickr.

O futuro não se realizou exatamente como o visionarismo dos tempos da construção de Brasília previra, porque o mundo se tornou muito mais cruel, porque a tecnologia não se tornou a panacéia universal e porque o povo tomou de assalto o plano piloto, humanizando a maquete vazia de Oscar Niemayer, esculpindo barracos à sombra do poder.

Barraco no plano piloto – Flickr.

Os cidadãos brasileiros não deveriam estranhar porque seus políticos federais vivem no mundo da lua, já que a opção de mudar a capital para uma maquete abstrata não representou a fundação de um projeto de futuro, mas a perpetuação do poder sendo exercido a partir da ilha da fantasia.
Museu dos Povos Indígenas II - Flicr.

Fonte: Future City.

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11/10/2008

O Computador mais SteamPunk de todos os tempos!

Um Geek polonês montou um computador com visual mais genuinamente SteamPunk de todos os tempos. O Case Mod tem tudo o que um amante do estilo quer: tamanho, cobre, madeira, relógios analógicos, aspecto grandiloquente, canos, etc.
O gênero Steampunk nasceu na literatura de Ficção Científica do século XIX, com seu expoente maior, o escritor Júlio Verne – que concebeu uma realidade temporal em que a tecnologia a vapor evoluiu a níveis insuportáveis – carros, aviões e robôs movidos por energia de caldeiras.
As criações impossíveis e as reais marcaram uma época e até hoje produzem adeptos cultuadores da estética dos aparatos pesadões, desajeitados, mas dotados de irresistível apelo, como estas mangueiras e registros por onde passa o fluído do gabinete refrigerado à água.
Tanto quanto os aparatos de de Julio Verne, o Case Mod polonês revela seus detalhes mais sutis, iluminado com sua própria luz.
A estética baseada no vapor (Steam) vem se popularizando na forma como algumas produções artísticas tem alcançado grande popularidade: filmes tais como O Mundo Perdido, Rocketeer, Capitão Sky e o Mundo de Amanhã, A Liga Extraordinária, Van Hellsing, etc.
O abordar viagens sobre trilhos, hotéis flutuantes em Zepelins, maquinas extravagantes de funcionamento complicado faz do gênero steampunk a arte da redundância, pois muitos dos aparatos realizam tarefas um pouco mais complexas do que aquelas desempenhadas pelos antigos despertadores a corda.
O computador Steampunk, apesar de realizar apenas as tarefas triviais esperáveis dos PCs, é do seu maquinário exterior superlativo que brota o interesse dos steampunkeiros.
Vista inteira do Case Mod em sua realização final.
O monitor modificado não deixa a desejar. É uma peça que se acasala perfeitamente ao conjunto da obra.
O teclado modificado é absolutamente impressionante! O cara aproveitou as peças de uma máquina de escrever antiga, talvez Reminghton, da qual aproveitou as fantásticas teclas redondas.
Infelizmente a fotografia do mouse SteamPunk não está mais disponível no Flick. Portanto, fica aqui a minha sugestão de um que combine com o resto da obra.

Foto via Who’s Who.

Fonte: O Computador Steampunk definitivo.
Definição do termo Steampunk na Wikipédia.

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10/10/2008

Um guia prático para você reconhecer os filmes genuinamente Cyberpunk.

Você que gosta de filmes de ficção científica, o que acha do gênero Cyberpunk? Quem gosta deste estilo, infelizmente encontra poucas informações para diferenciar os filmes puramente Ficção Científica, dos puro-sangue Cyberpunk.

Conceito Cyberpank: é um gênero estético nascido dos exercícios literários de futurologia sobre os aspectos negativos da interação entre seres humanos e tecnologia.

Apesar de muitos considerarem o movimento cyperpunk extinto ainda nos anos 80, ele está mais vivo do que nunca. Não obstante, é preciso estabelecer critérios para o reconhecimento das suas manifestações.

Impactos negativos do tecnicismo sobre o humanismo:
num dos futuros possíveis, ante o risco eminente dos aparatos tecnológicos assumirem abruptamente o controle das mediações sociais, são criados reinos anti-utópicos de domínio das máquinas sobre os humanos. O tema da civilização humana sob o poder das máquinas, além de comum na literatura cyberpunk, é um elemento indispensável no reconhecimento das obras – as civilizações pós-apocalípticas que se debatem no crime e na droga, tal qual acontece no Filme Nirvana, ou no pós-guerra mundial entre máquinas e humanos do filme Matrix.

Exemplo: a realidade do filme Nirvana é pintada como um mundo dominado pelas drogas e tipos esquizóides baseados no looking dos consumidores de drogas.

Fusão entre humanos e máquinas:
a ambigüidade entre ciborgues, programas “conscientes” e robôs, cria a nebulosidade necessária para ofuscar as diferenças entre humanos e humanóides. O lusco-fusco da fusão entre homem e máquina acontece entre o extremo dos filmes japoneses em que a união é invasiva, até abordagens mais suaves, onde os programas passam a assumir papeis tradicionalmente desempenhados por humanos.
A integração forçada homem-máquina implica em distorções percepcionais da realidade – muitas histórias exploram tais conflitos, criando uma dicotomia entre mundos, o virtual-mecânico contrapondo-se ao real-humano. O filme mais característico da dicotomização do real é Matrix, apesar da temática não ser uma novidade no mundo Cyberpunk, pois os filmes 13º andar e Tron, entre outros, exploram a mesma vertente.

Cena antológica do filme 13º andar, quando o personagem se dá conta que ele é um personagem do jogo, ao chegar ao fim do seu mundo, ele se depara com uma trama de outlines, como se fosse uma paisagem sem renderização de Autocad.

Controle corporativo sobre a sociedade – um derivativo da teoria da conspiração: é freqüente o aparecimento de uma entidade de caráter absolutista, algumas vezes representada por uma corporação, outras por um governo. O temática das corporações de desenvolve num clima de futuro anti-utópico, onde os últimos traços de civilização ficam reservados ao intramuros de cidades protegidas, porém sem a permissão de direitos civis, que são solapados em nome da auto-preservação do da espécie humana.

Ambientes underground:
enquanto a elite dirigente guardiã da civilização preservada, vive protegida por fortes esquemas de vigilância, ao oprimido resta o refúgio em subterrâneos, onde vive à margem tanto dos bens civilizatórios, como do controle exercido sobre os cidadãos da superfície.

Exemplo: é a realidade de Metrópolis, o pioneiro dos filmes cyperpunk. Os operários trabalham e moram nos subterrâneos da cidade.

Temática comunicacional:
é uma das temáticas mais caras ao gênero cyberpunk, o fluxo de informações, suas interações e suas interferências na vida real, fornecem o espaço ideal para que hackers e piratas de redes se movimentem. As conexões entre os seres humanos e as redes provocam a deformação da realidade, condição necessária para a revogação das distinções entre virtual e verdadeiro.

Os filmes Matrix I, Tron e 13º Andar têm suas locações quase que exclusivamente em mundos virtuais, criados pela disrupção massiva de dados informacionais no espaço exclusivamente orgânico dos humanos.
Personagem humano sendo desintegrado pelo computador, para posterior reconstituição do seu corpo na realidade virtual comparilhada pelos programas.

Visual e estilo:
o visual cyberpunk costuma apresentar características que oscilam entre o sombrio e o hiper-realismo, como no caso do filme Blade Runner, que é uma síntese perfeita do estilo Cyberpunk. A fotografia pode ser eventualmente dominada por uma cor preponderante, contrastando detalhes berrantes de néon contra fundos extremamente escuros.
O cenário de futurismo sombrio de Blade Runner, contrastando com elementos em néon, exemplifica perfeitamente o estilo legitimamente Cyberpunk.

A filosofia por trás do conceito:
O conceito Cyberpunk ao carecer de rigor filosófico, tende a ser enquadrado como um sistema estético, mais sujeito à mobilidade das apreciações subjetivas, do que às reflexões teóricas. Isto não impede as tentativas de se fazer distinções entre as produções meramente interessantes e aquelas legitimamente cyberpunk. Como tudo nas ciências humanas, a inexatidão e a variabilidade não podem servir de pretexto para a renúncia a qualquer rigor classificatório.

Assim, os critérios aqui expostos podem fornecer subsídios para que os cultuadores do estilo possam reconhecer as produções que atingem os requisitos daquilo que a maioria de nós aceita como realmente pertencentes ao gênero Cyberpunk.

Fonte: What is Cyberpunk?

Relação de Filmes Cyberpunk por décadas.

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09/10/2008

De acordo com a Futurologia Utópica de 1968, hoje seríamos felizes.

A revista americana Modern Mechanix completou o seu 40º aniversário em 1968. Por ocasião das comemorações, o colunista James R. Berry escreveu um artigo intitulado “40 anos no futuro”, com um detalhe, a data em que se passa o relato é o dia de aniversário da revista acrescido de 40 anos.
As décadas de 50 e 60 podem ser consideradas a idade de ouro da Futurologia Utópica, já que a confiança na solução tecnológica para os problemas da humanidade era plena. É desta época que herdamos a visão das cidades do futuro limpas, anticépticas e resolvidas.
À medida que as décadas se passaram, o imaginário do futuro foi se modificando. Ao invés do ufanismo tecnológico, o mundo futuro foi tomado pelo pessimismo, fomentado pela crise do petróleo de 1973 e mais tarde, pelos impactos da tomada de consciência ecológica.

O Futuro pessimista-realista-apocalíptico de Blade Runner, sucessor do futuro utópico.

No distante ano de 2008 segundo a revista Modern Mechanix de 1968, o viajante do tempo realiza uma tarefa trivial, pega seu carro de manhã e faz um corriqueiro deslocamento de 500 quilômetros.

Hoje, às 8 horas da manhã, terça-feira do dia 18 de novembro de 2008, ele tem um importante compromisso de negócios a 500 km de distância. O viajante entra no seu carro flutuante de dois lugares propulsionado a ar, pressiona uma sequência de botões para alimentar o computador de bordo com a informação do destino.

Uma vez inicializado, o próprio carro manobra para fora da garagem e o condutor-passageiro, de mãos livres, volta a sentar confortavelmente na poltrona para ler o jornal da manhã, que é mostrado numa tela plana de TV acima do painel do carro. Através de um botão, ele sobe as páginas.
O carro acelera a 300 Km/h nos limites da cidade e imprime 400 Km/h fora da área urbana, flutuando suavemente por sobre a pista de plástico. O viajante mal presta atenção nas cidades passando através da janela, muitas delas já cobertas por seus novos domos que as mantém plenamente climatizadas.
Como acontece habitualmente, hoje o tráfego está intenso, mas não há motivo para preocupação, pois sistema de navegação se comunica constantemente com os outros veículos em trânsito e mantém uma distância segura de 45 metros dos outros carros. Não houve nenhum acidente desde que este sistema foi criado.
Repentinamente o videofone toca, é o sócio querendo o esquema de um novo tipo de turbina que a empresa está empregando na sua linha de lanchas esportivas. O viajante pega a sua maleta e desenha um esboço com uma caneta fina de infra-vermelho numa prancheta que parece uma tela de TV, localizada na parte de dentro da maleta. O diagrama é transmitido para uma tela similar existente no escritório, localizado a 300 quilômetros dali. O sócio aperta um botão e imprime instantaneamente uma cópia, então ele deseja boa viagem e a ligação termina.
Noventa minutos depois de ter deixado a residência, o carro chega ao destino.
O carro desacelera e se dirige autonomamente ao edifício onde o viajante do tempo se reunirá com seus colegas. Depois que ele sai, o veículo estaciona numa ampla garagem pública e lá fica, à espera do retorno do seu dono. Os carros individuais foram banidos do centro da das cidades. Atualmente, as calçadas rolantes e os bondes elétricos fazem o transbordo das pessoas para o centro e vice-versa.

Entre realizações e frustrações, o que sobrou de bom para sonharmos no nosso futuro?
Apesar da realidade dos televisores de tela plana, GPS, Internet e transportes rápidos terem se concretizado, nem em pesadelos se supôs em 1968 a falência dos grandes centros urbanos do planeta, enterrados no lixo, nos problemas crônicos de infra-estrutura e cada vez mais paralisados pelo crescimento exponencial do número de automóveis.

Por não termos cumprido o que os nossos pais e avós sonharam, doravante, a nossa visão para daqui a 40 anos deve forçosamente renunciar a qualquer perspectiva otimista.

Fonte: What Life be like in the year 2008.

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08/10/2008

Cansado de se preocupar com as bolsas? Eis a solução, mude para uma casa submarina!

Resolva definitivamente os seus problemas no desmoronamento do circo financeiro do mundo inteiro! Venda as suas posições e fuja de um enfarto, apenas reservando uns trocados (2 milhões de dólares) para investir neste belíssimo projeto que vai te restituir a saúde.

A vantagem de se mudar com mala e cuia para a maravilhosa casa submarina, é que além de residência, ela tem a mobilidade e a praticidade de um iate, o que dá aos moradores a capacidade de se deslocar através dos 7 mares, desde a paradisíaca Polinésia, até o lugar tido como o mais belo da Terra, Phuket na Tailândia.

Polinésia.

Phuket, Tailândia.

Eis a solução mágica para escapar do burburinho e das preocupações das grandes cidades. Não perca tempo! Ligue já para o arquiteto italiano Giancarlo Zema e reserve hoje a sua casa submarina!
O projeto Jelly-Fish 45 é uma habitação flutante capaz de abrigar 6 habitantes. Tem nove metros de altura e 15 metros de diâmetro. Ela foi pensada para a ocupação de parques marinhos, baias e áreas costeiras ricas em flora e fauna, ou seja, os paraísos aquáticos espalhados ao redor do planeta.
Dentro da casa submarina, seus ocupantes têm a sua disposição ambientes acima do nível do mar e subaquáticos. A sua estrutura é composta de uma trama de aço e alumínio e o globo submarino, é confeccionado em policarbonato de alta resistência.
Vila de Casas Submarinas.

A casa tem 5 andares conectados por uma escada espiral, sendo que o ponto mais alto, acima do nível do mar, tem 5,6 metros, um espaço concebido como sala de estudos. O nível a 3,5 metros acima do mar é onde se localizam os quartos. No nível de 1,4 metros, estão a cozinha e os banheiros.
O nível de 0,8 metros, já na área semi-submersa está projetado para receber quartos de hóspedes, banheiros e casa de máquinas.
O mundo submarino pode ser desfrutado no Globo a 3 metros abaixo do mar. Esta área é destinada ao lazer, leitura, contemplação, relaxamento.
O formato da casa Jelly-Fish 45 foi inspirado na estrutura das medusas que povoam os mares com seus corpos de movimentos suaves e evanescentes.

Fonte: Escritório Giancarlo Zema Group.
Fotos: EAU mag.

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Geek gótico esculpe em madeira o seu próprio gabinete de computador!

Valerie Beetle, um habitante de uma área remota ao noroeste da Ucrânia, numa província chamada Pervomayske esculpiu em madeira um lindo gabinete para o seu PC. É legitimamente de madeira, é cool. é uma jóia rara do universo Geek, feita à mão.

O escultor, certamente compulsivo, tendo todo o tempo do mundo para trabalhar com talhadeira tão minuciosos detalhes, foi descoberto pelo Geekologie.
Sua estamparia segue os motivos clássicos dos ambientes MMPOG, jogos online povoados de dragões, demônios e teias de aranha. O detalhe da cabeça do demônio na lateral do gabinete explica o que ia na cabeça do escultor:

Por falar em cabeça, ao olhar a figura do artista ao lado da sua obra, pode-se observar lhe estão nascendo discretos cornos:
Adaptando a feia área de trabalho do Sr. Valerie à estética Gótica Geek.
Se formos observar atentamente a área de trabalho acima, podemos perceber que o seu apelo gótico está circunscrito ao Case Mod. Já o monitor CRT, as três caixas de som e o modem, não têm nada a ver com a estética gótica.

A título de sugestão ao criativo ucraniano, vão algumas sugestões que transformarão o Case Mod num hype da vertente estética Gothic-Geek, uma vez que fosse acompanhado de Gadgets Góticos de peso.

Como teclado, mouse e mouse-pad, ele poderia se inspirar nestes do Gizmodo.

A luminária:

A cadeira:

E a mesa, o item mais importante, não poderia deixar a desejar.

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07/10/2008

Top 10 das mulheres mais lindas do cinema do século XX.

Elas reinaram e reinam no universo da beleza e o cinema, depois da sua passagem, nunca mais foi o mesmo. No século passado, quando os recursos cirúrgicos eram escassos, a beleza natural destas mulheres realmente impressiona, fazendo crer que as grandes Deusas não deixaram sucessoras à altura entre as figuras atuais esculpidas a base de próteses de silicone.

Estas Mullheres arrasaram o século XX.

10- Julie Christie - Dr. Jivago.

9- Brook Shields – Menina Bonita.



8- Ava Gardner – Sete dias de Maio.

7- Rita Hayworth - A Dama de Shangai.

6- Claudia Cardinale - Fitzcarraldo.


5- Monica Belucci – Matrix Reloaded.


4- Ornella Muti – Crônica de um Amor Louco.

3- Romy Schneider – As coisas da Vida.


2- Elizabeth Taylor – Assim Caminha a Humanidade.


1- Grace Kelly – Janela Indiscreta.

Mulheres do século 20.

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06/10/2008

A Arquitetura Utópica das Casas Futuro dos anos 60.

O arquiteto finlandês Matti Suuronen projetou as habitações em formato de Discos-Voadores em 1968, inicialmente destinadas a cabines de pistas de esqui, ou casas de férias, muito comuns no hemisfério norte. Suuronen batizou a sua idéia visionária de “Casas Futuro”.

A idéia por trás do projeto reflete o otimismo reinante nos anos 60, quando as pessoas acreditavam no poder da tecnologia para resolver todos os problemas.

Família reunida alegremente dentro do Disco-Voador.

De acordo com os ideais Utópicos da recém inaugurada Era Espacial, futuramente os cidadãos teriam aumento de lazer, que seria usufruído fora das residências. Conseqüentemente, uma nova arquitetura deveria responder a este tipo de demanda, proporcionando moradias pequenas e de fácil manutenção.
Planta baixa do interior de uma Casa Futuro, um JK da era espacial.

Cozinha da Casa Futuro antiga com móveis em vermelho vivo, bem ao gosto psicodélico da época.

Cozinha de uma Casa Futuro hoje, de onde foram removidas as cores berrantes.

Cada casa Futuro era pré-fabricada, podendo alojar 8 pessoas. Sua estrutura básica era feita de fibra de vidro, revestida de plástico poliuretano, uma solução barata e leve que facilitava o transporte para qualquer lugar.
Uma Casa Futuro sendo transportada por helicóptero na Suécia em 22/10/1969.

O plano inicial era produzir casas disco-voador em massa, o que faria decair tanto o preço, que seria capaz de atender a demanda habitacional do resto dos países do mundo.
Vila utópica composta unicamente de Casas Futuro.

Devido ao seu baixo peso (2.5 ton) e o seu tamanho reduzido, era facilmente transportável por helicóptero, até para lugares extremamente inacessíveis. Foi cogitada a possibilidade de dotar os futuros projetos de casas disco-voador de mobilidade, o que daria aos seus moradores o conforto delas poderem levar suas casas para onde quisessem, numa realização utópica de nomadismo moderno.

Podemos suspeitar como o visionário arquiteto finlandês pensava nestas casas transportando famílias felizes nos céus de hoje.
Ilustração: Modern Mechanix.

Infelizmente a crise do petróleo de 1973 afundou definitivamente o projeto, sob as águas tormentosas do aumento de custos ocasionados pela subida vertiginosa do preço do plástico. Assim, construir casas de plástico se tornou inviável e o projeto Futuro acabou nos deixondo uma herança de apenas 96 Casas Futuro construídas, 48 delas na Finlândia e outras 48 espalhadas mundo afora, que foram fabricadas mediante licença.
Casa Futuro em Hirvensalmi, Finlândia - 1968.

Como estão as casas Futuro hoje?


Casa Futuro restaurada.

Fontes:
The Futuro Houses.
The Fantastic Futuro House.
Livro sobre o projeto Futuro.

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05/10/2008

Prepare-se para a volta dos LPs, montando o seu sistema analógico!

No mundo inteiro reacende o interesse pelo som analógico, que todos julgavam sepultado pelos aparatos digitais. Passados uns 20 anos, os audiófilos descobrem cada vez mais as deficiências das gravações digitais: baixa fidelidade ao som original, falta de profundidade, pobreza timbrística e estridências desagradáveis aos ouvidos. Nos EUA as fábricas de LPs estão trabalhando a todo vapor para atender as encomendas e no Brasil, há esforços para tentar reabrir a última fábrica que fechou as portas quando a era do som analógico foi declarada oficialmente morta.

Em tempos de Home Theather, MP3, Ipod e Surround 5.1, chegou a hora de você fazer um retorno ao passado indo atrás dos sonhos de consumo “vintage” da era analógica, quando era fashion ter equipamentos separados: toca-discos, amplificador e caixas de som.

Prepare-se, pois em nome da fidelidade sonora, você terá que quebrar o cofrinho e desembolsar milhares de reais, mas qualquer esforço é válido para não ficar fora da nova onda.

Toca-discos de Vinil.
Opção cara: Toca-discos ELPJ com agulha laser – US$ 9.990,00.
Para quem é maníaco audiófilo e tem dinheiro para suportar, a melhor opção atualmente é um toca-discos que não vai desgastar os seus discos, pois ele não tem agulha propriamente e sim um feixe de laser que faz a leitura. Por enquanto é uma “mosca branca” no mercado de áudio mundial, mas se a volta do LP for realmente para valer, é possível que o preço baixe, na medida em que outros fabricantes passem a se interessar pelo segmento.

Opção possível: Toca-discos Technics SL 1200 MK2 – R$ 2.900,00
Um aparelho facilmente encontrável no mercado nacional, tem características altamente recomendáveis para um toca-discos: é direct-drive, prato de alumínio, motor DC sem escovas, regulagem de peso do braço, anti-skating, regulagem manual de velocidade por controle eletrônico, etc.
Para maiores informações técnicas, clique aqui.

Amplificador Valvulado.
Depois que você comprou já definiu o seu toca-discos, é hora de escolher uma peça crucial no sistema de som analógico, o amplificador, de preferência completamente valvulado, para que o ouvido humano possa usufruir a plenitude dos som cheio do LP, acrescido ao aveludamento que a amplificação à válvula confere aos timbres.

Amplificador Fatman ITube 182 com docking station para Ipod – US$ 1.700,00.
Amplificador stereo totalmente integrado, Classe A com 7 válvulas, que perfazem 3 estágios lineares de amplificação e entregam 18 watts de potência RMS por canal. Como todos os amplificadores Fatman, todos os aspectos da reprodução são tratados com incrível acuidade, resultando em sons naturais e precisos que preenchem o ambiente com peso e profundidade.
Segundo o fabricante, o representante no Brasil é a Som Maior.

Caixas Acústicas.
Usher S-520 – R$ 1.799,00
Segundo a propaganda da Loja Altana, estas caixas são ideais para uso com amplificadores valvulados.

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Achei no Mercado Livre estas caixas acústicas dos sonhos, feitas com muita madeira e auto-falantes de 10 polegadas Dual Concentric.

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04/10/2008

Os buracos negros podem morrer?

Nunca ninguém “viu” um buraco negro, nem se pode chegar perto dele, nem as teorias logram desvendar os seus mistérios. Não obstante, eles existem e a explicação mais próxima para justificar a existência de algo que ninguém viu, sentiu, apalpou, ou sequer compreendeu, é que eles existem porque TÊM que existir.
A vida contemporânea é cheia de perigos próximos e distantes. As pessoas correm o risco de morrer tanto num desastre de um sofisticadíssimo avião a jato, como num choque anafilático em uma cirurgia banal de lipo-aspiração. No entanto, os buracos negros continuam a excitar a imaginação das pessoas porque eles representam a morte elevada ao superlativo cósmico.

O que justifica a existência dos buracos negros?
Eles nunca serão vistos e talvez nenhuma nave jamais possa se aproximar de um deles. Entretanto, a ciência teve que inventá-los diante necessidade de justificação de comportamentos estranhos apresentados pela matéria em alguns confins muito específicos do espaço sideral.

O Buraco negro é uma estrela da morte?
O buraco negro é uma cogitação matemática criada para dar conta do déficit de matéria observado em algumas galáxias, gravitações erráticas de algumas estrelas e mais recentemente se observou um buraco negro, apelidado de “estrela da morte”, lançado jatos energéticos altamente destruidores contra uma galáxia vizinha.

Conclusão avassaladora: se os buracos são capazes de “lançar coisas”, logo, eles podem morrer.
Até 40 anos atrás, acreditava-se que os buracos negros eram eternos, partindo da premissa que nada deles escapava. Ora, uma abertura que apresentasse a propriedade de apenas capturar coisas para dentro de si, certamente teria um crescimento infinito, que redundaria em vida eterna. Em cima deste tipo de visão é que se acreditava na morte do universo como um fenômeno resultante da sua deglutição total por todos os buracos negros espalhados por aí, até não restar nenhum átomo. Este Nada infinito teria sido o primeiro instante do nascimento do novo universo, através de uma explosão formidável, o Big-Bang, resultante do colapso massivo de um único buraco negro de tamanho infinitamente pequeno, que conteria no seu interior toda a matéria universal, contraída infinitamente.

Representação gráfica de um buraco negro sendo sugado por outro buraco negro muito mais massivo.

A descoberta da Radiação de Corpo Negro.
Uma descoberta do físico Stephen Hawking mexeu um pouco com o entendimento da complexidade do fenômeno. Tentando entender como a física envolvida no micro-universo(a física quântica que explica a interação entre as partículas), pode influenciar nas leis que regem o macro-universo (onde reina a física clássica newtoniana das interações gravitacionais), Hawking descobriu que os buracos negros podem emitir um tipo especial de radiação, a radiação de corpo negro.

Tal radiação é semelhante à emitida por um objeto aquecido, tal como a brasa. No caso do buraco negro, quanto menor for o seu tamanho, maior será o seu “brilho”. Mas como para emitir luz é necessário ejetar energia de si mesmo, surpreendentemente o buraco negro evapora com o decorrer do tempo.

A morte dos buracos negros – o morrer matando galáxias.
Segundo as estimativas, um buraco nego com massa equivalente ao Sol, levaria algo como 1067 (10 seguido de 67 zeros) anos para morrer, o que é maior do que a idade do universo. Os buracos negros podem se evaporar bem mais rapidamente.

Os astrônomos ainda estão à cata de um buraco negro que esteja em seus últimos suspiros, que seria percebido pela forma como ele começaria a “vomitar” toda a matéria consumida, ou seja, a emissão rápida e massiva de uma quantidade impressionante de energia, provavelmente tão destruidora quanto tudo aquilo que ele fez em vida.

Fonte:
Claudio Maia, Instituto de Física Teórica, Universidade Estadual Paulista - Revista Ciência Hoje nº 252, setembro/2008.

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03/10/2008

Se você não quiser um WinComputer, não vai resistir a um WinPhone.

A Microsoft que já fez videogame, mouse, joystick, teclado, webcam, leitor de impressões digitais, etc., porque não poderia fazer um... computador, ou melhor um WinComputer?

Há muitas suposições de que a própria Microsoft poderia lançar um PC. Isto seria bom, ou um pesadelo? Temo o pior, pois poderíamos padecer dos mesmos bugs do Windows ao nível de hardware.
1) Sistema Operacional – O WinComputer virá com o Windows residente, ou seja, incompatível com qualquer outro sistema operacional;

2) Browser - Ele tem o Internet Explorer como único Browser possível – Firefox, Chrome, Opera, não vão rodar nem com banda de música.

3) Buscador - Seu buscador padrão e único será o Live! – diga adeus ao Google!

4) Arquitetura fechada - Você não vai poder retirar e nem adicionar periféricos, esqueça a era da arquitetura aberta, já que o WinComputer será uma caixa preta igual ao Windows, que tem código fechado;

5) Upadates – Sempre que Microsoft anunciar patches de segurança, prepare o bolso, você vai marchar;

6) Services Packs – como eles vão vir em módulos físicos, nem pense em consegui-los sem meter a mão no bolso. Reze para que eles não lancem tantos services packs!

7) Registro - Você vai ter que registrar o WinComputer continuar usando-o além de 30 dias;

8) Assinatura Digital - Você compulsoriamente só poderá rodar programas de fabricantes que adquiriram uma assinatura digital de compatibilidade com o processador Microsoft – quaisquer outros aplicativos de fabricantes “não idôneos”, esqueça;

9) Manutenção - Não vai ser possível levar o seu computador Microsoft no “Zé faz tudo” da esquina. Quando o computador trancar, ele deverá ser enviado para a Microsoft;

10) Validade – Assim como o Windows, quando o seu computador perder a validade, você não terá mais atualizações de Updates e Services Packs. Depois do prazo de validade vencido, nem adianta mandar o aparelho para a Microsoft – eles não vão dar suporte.

WinPhone, o Gadget definitivo tudo-em-um.
Moral da história: se você não achar um pesadelo um computador que você não vai poder mexer, nem instalar seus programas “alternativos”, nem instalar seus queridos gadgets marca by Paraguay, então corra para a loja para reservar o seu.

A fantasia da Microsoft fabricar um computador é altamente improvável, já que eles acreditam que está chegando ao fim a era PC. O Bill Gates acredita que o sucessor do PC é o computador-telefone-internet-ipod-câmera, ou seja o gadget tudo-em-um, que será digno do selo Microsoft.

Uma vez lançado o gadget total, todos sairão correndo às lojas para comprar o WinPhone, quando estará decretada a morte do pesadelo da Microsoft, o computador de arquitetura aberta.

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Pra não dizer que não falei de flores e eleições.

Quando leio o Töpo falando em voto nulo não dá nenhuma vontade de falar em política. Talvez porque o sonho tenha morrido com John Lenon.
A nossa democracia compulsiva de 2 em 2 anos – que nos obriga a votar com alegria – para dar emprego a políticos desempregados, me lembra estranhamente Geraldo Vandré:

Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção...

Anos atrás caminhávamos seguindo a canção. Hoje ela se transformou em funk e os nossos jovens já não acreditam mais em poder mudar o mundo, já que ele foi tomado de assalto pelos políticos corruptos que cansamos de eleger.

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...

Vamos, vamos embora, depois de ter amargado a obrigação de votar livremente, mas com a certeza de que não faremos a hora e nem esperaremos acontecer

Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão...

O canhão dos militares enferrujou e nem sequer o caveirão consegue subir a favela. Continua a fome nas grandes plantações, mas as ruas não têm cordões – todos se ausentaram sob o toque de recolher da escassez de políticas públicas. Quem acabou vencendo afinal, foi o canhão.

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão...

Os soldados armados querem que votemos livremente, sem que tenhamos que fotografar o nosso voto e levá-lo ao miliciano. Foi a pátria que morreu agonizando nas nossas mãos, asfixiada pela leniência dos políticos que nos tiraram a razão.

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição...

Faz diferença anular, justificar ou votar conscientemente? Uma certeza sobreviveu na longa trajetória democrática rumo à noite da descrença: ninguém mais caminha ou canta no dia das eleições – pois ao cabo de três meses de chateação da propaganda política e das infames propagandas do TRE – todos saem chumbados das urnas, não com a certeza do dever cívico cumprido, mas sob os eflúvios de uma alegria difusa do fim da tortura, pelo menos até o ano que vem.

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02/10/2008

Destino final de todos os veículos do Ônibus Espacial Soviético Buran-Energia.

1- Veículo espacial OK-GLI – O modelo que participou de shows aéreos foi para a Austrália, depois foi transportado para Baren e finalmente arrematado pelo museu Speyer da Alemanha, onde a partir de 2/10/2008 começou a ser exibido ao público.
Construído em 1984, o OK-GLI foi o equivalente russo da versão avião do ônibus espacial americano (modelo para vôos reais na atmosfera terrestre, que possibilitam testes aerodinâmicos). Diferentemente do congênere americano que era lançado de um Boeing 747 modificado, o OK-GLI tinha seus próprios jatos e era capaz de decolar e pousar como um avião.

O OK-GLI tinha a mesma aerodinâmica, centro de gravidade e propriedades inerciais do modelo orbital. A única diferença foi a adição de turbinas AL-31F inclinadas em 4 graus em relação ao eixo horizontal da aeronave.

Este simulacro era equipado com os mesmos sistemas do veículo real, bancos ejetáveis, sistema de navegação, sistema de aceleração e sensores de temperatura. Este modelo era transportado pelo super-avião Atlant VM-T para o procedimento de testes dinâmicos do conjunto VM-T/ônibus e o sistema de acoplagem do ônibus.

Os vôos deste modelo se realizaram em velocidades subsônicas, para o desenvolvimento dos sistemas que permitiram o pouso automático do Buran Orbital. O OK-GLI participou de muitos shows aéreos, especialmente no MAKS de março de 2000. Depois ele foi enviado para Sidnei-Austrália por navio, para fazer parte de exibições por cerca de 2 anos, a começar pelas Olimpíadas que se realizaram em 2000 naquela cidade.

Depois disto, o Buran fez um grande tour pelas cidades australianas e pelo sul da Ásia, quando foi transportado para o reino de Baren no oriente médio, para participar de uma exibição que jamais aconteceu. No deserto, o OK-GLI ficou até 2004, quando foi finalmente vendido para o Museu Técnico Speyer, localizado em Sinsheim, um pequena cidade do sul da Alemanha. Afortunadamente, o Buran recomeçou a sua carreira pública em 2 de outubro de 2008, depois de uma longa viagem desde os desertos do golfo pérsico, por navio, por barco descendo o rio Reno, até o seu destino final no Museu Speyer.

2- Veículo OK-TVA – Alocado num parquinho de diversões do Parque Gorky de Moscou.
O modelo OK-TVA foi construído para a realização de testes térmicos, mecânicos e acústicos. Os testes térmicos foram feitos num hangar equipado com 10.000 lâmpadas de quartz, que variavam a temperatura ambiente entre 150°C e 1.500°C, simulando assim os limites de estresse térmico que a espaçonave experimentaria desde a terra ao vácuo espacial e as severas condições da reentrada na atmosfera.

Os testes mecânicos eram realizados num hangar de 423 m2, que consistia em aplicar sobre a superfície das estruturas do nariz, asas, estabilizador vertical e fuselagem uma força de 8.000 kN horizontamente e 2.000 kN verticalmente, ou seja, submetendo a fuselagem 90% da força necessária para a sua ruptura. Os testes acústicos forçaram os engenheiros a redesenhar a estrutura da espaçonave, a camada isolante térmica, os seladores da fuselagem e os sistemas de isolamento de som. Cabe lembrar que foi dinheiro desperdiçado, porque o Buran nunca foi tripulado.

Desde 1997, o OK-TVA ficou estacionado no parque Gorky de Moscou, mais precisamente, dentro de um parque de diversões. Na sua base foram instalados braços mecânicos que simulam movimentos, simulando um pouco das sensações de falta de peso de um vôo espacial. Os freqüentadores que pagam pela “viagem”, assistem a um filme de 10 minutos que contém cenas do vôo real. Porém, tal show não atraiu tantos interessados como havia sido previsto e os donos do parquinho entraram em dificuldades financeiras. Posteriormente, o modelo foi pintado como se fosse o Buran OK-1.01, o único que foi para o espaço. Por isto, há muitas confusões entre os diversos modelos.

3- Veículo Espacial OK-M – estacionado (ou abandonado?) ao ar livre nos arredores de Baikonour.
Este modelo foi construído em Moscou em 1982 para a realização de testes térmicos e mecânicos. Posteriormente ele foi renomeado OK-ML-1 e transportado para Baikonour-Cazaquistão pelo avião cargueiro Atlant VM-T para proceder a testes de integração com o foguete Energia. A princípio, ele teria sido usado num primeiro teste de vôo atracado ao Energia e teria sido destruído na reentrada da atmosfera, mas isto não aconteceu.

Atualmente ele está na zona 2 perto do museu de Baikonour, depois de ter estado abandonado por anos numa área conhecia como zona 254. Ele é visitado por crianças de escolas locais. As autoridades de Baikonour pretendem realocá-lo num monumento no perímetro da cidade, mas têm esbarrado na dificuldade do tamanho do ônibus espacial, que torna impossível o seu deslocamento através de uma ponte existente no caminho.

4- Veículo Espacial OK-MT – Está armazenado num hangar de Baikonour.
Foi construído em Moscou em 1983 para o desenvolvimento de tecnologias, preparação de documentação, sistema de suprimento de gás nos tanques, sistemas herméticos de segurança, portas de entrada/saída da tripulação, pesquisas de interesse militar, manutenção e manuais de vôo.

Depois de concluídos os testes, ele foi renomeado para OK-ML-2 e transportado para Baikonour via aérea pelo avião Atlant VM-T, onde foi usado para testar a operação de sistemas de interface com o foguete Energia. Inicialmente este modelo deveria ter sido usado para o segundo vôo do Energia e teria sido destruído na reentrada na atmosfera. Porém, as coisas não caminharam assim e ele, assim como seu irmão mais velho OK-ML-1, permanece hoje em Baikonour ao lado do Ptichka(OK-1.02), no hangar 80, Área 112A.

5- Veículo Espacial OK-TVI – Está em NIIKhimMash, Moscou.
Foi outra maquete de testes que não se sabe muito sobre ele. Foi construído inicialmente para testes térmicos e herméticos. Ele foi submetido à limites extremos de temperatura e pressão. O hangar de testes de 700 m² era equipado com 132 lâmpadas de radiação solar para testar o comportamento da estrutura do ônibus às radiações solares.

6- Veículo Buran OK-1.01 – O único Ônibus soviético a entrar em órbita, foi destruído em 2002 no desabamento do Hangar 112 em Baikonour-Cazaquistão.
O veículo 1.01 é o mais famoso, pois foi o único Ônibus Espacial Reutilizável Soviético a ter entrado em órbita. A construção deste Buran foi o primeiro de uma série de 5 veículos começados em 1986, dos quais apenas 2 foram completados.

Construído quase na sua totalidade em Moscou, ele foi transportado para Baikonour por avião. Inicialmente o seu nome era Baikal (tufão), mais tarde mudado para Buran (tempestade de neve), semanas antes do primeiro vôo. Em 15 de novembro de 1988 ele fez o seu único vôo solo que consistiu em 2 giros ao redor da terra, ao final dos quais reentrou na atmosfera e fez um pouso perfeito no aeroporto do cosmódromo, numa pista de 5 Km especialmente feita para a ocasião. No ano de 1989 ele foi mandado para Paris, para uma exibição aérea, transportado pelo Antonov 225.

O Buran ficou armazenado por vários anos no hangar 112 isolado termicamente atracado ao veículo lançador Energia, o mesmo veículo que foi usado para testes de interface com a maquete OK-MT. Em maio de 2002, o telhado do hangar desabou e destruiu o Buran acoplado ao lançador Energia, matando 7 pessoas.

7- Veículo Ptichka OK-1.02 - Está em Baikonour.
O modelo 1.02 construído em 1988, foi o segundo veículo de uma série de 5, apelidado de Ptichka, que em russo significa pequeno pássaro, ou Buria, que significa “tempestade”, não foram nomes oficiais.

O Ptichka estava quase pronto quando o projeto Energia-Buran foi interrompido em 1993. Estava quase finalizado, de 95 a 97%, faltando apenas alguns instrumentos eletrônicos. Este foi o único Buran equipado com sistemas de suporte humano. O seu primeiro vôo estava planejado para acontecer em 1993, afim de se conectar à estação espacial MIR, em vôo automatizado. Porém, esta missão jamais aconteceu, já que os futuros lançamentos de abastecimento da MIR foram realizados pelo Ônibus Espacial Americano. O Ptichka é atualmente propriedade do Cazaquistão.

O Ptichka, assim como o Buran, foram armazenados no complexo MIK do antigo cosmódromo Soviético localizado em Baikonour.

8- Veículo Espacial OK-2.01 – Nunca completado, foi desmontado e enviado para um ferro-velho.
O terceiro Ônibus Espacial da série estava em construção, quando o projeto foi descontinuado em 1993. Este modelo foi o primeiro da segunda geração, que havia incorporado algumas importantes modificações em relação ao Buran 1.01. Tais melhorias se concentraram no cockpit. Quando o projeto terminou, o veículo havia estava de 30 a 50% completado. Depois de anos estacionado na fábrica Tushino, nos arredores de Moscou, ele foi removido em 2004 para um ferro-velho automotivo.

9- Veículo espacial OK-2.02 – Foi demolido e algumas peças podem sem ser compradas pela Internet.
O quarto modelo da série também teve a sua fabricação interrompida em 1993, tendo sido completado de 10 a 20%. Depois que o orçamento do projeto foi cortado, o veículo espacial permaneceu no pátio da fábrica Tushino durante anos. Recentemente ele foi completamente desmontado e removido para fora do hangar. As placas do seu isolamento térmico foram removidas e encontram-se atualmente disponíveis para venda na Internet.

10- Veículo Espacial OK-2.03 – Desmontado e extinto.
O quinto veículo da série foi a última unidade do projeto Buran-Energia a ser parcialmente construída. Ele foi completamente desmontado e nada restou dele.

Fonte:
Buran-Energia.

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01/10/2008

Top 10 dos maiores elefantes brancos.

Elefante branco significa uma grande obra arquitetônica que jamais foi concluída, ou foi abandonada, quer seja pela incúria pública, quer pela incompetência privada.

1- Hotel Ryugyong em Pyongyand, Coréia do Norte.
Por falar em incúria pública, o edifício do ex-futura Hotel Ryugyong é o com certeza o maior elefante banco do mundo, capaz de encabeçar qualquer top 10. Sua construção de 330 metros e 105 andares em forma de pirâmide foi abandonada em 1992 porque os norte-coreanos se deram conta que tinham dado um passo maior do que suas pernas. Alem disto, corre à boca pequena que o material usado na sua estrutura foi de péssima qualidade. As estimativas do valor final do Elefante é de 2 bilhões de dólares, 10% do PIB da Coréia do Norte. Provavelmente, com a recente e crescente crise financeira mundial, a Coréia jamais vai achar sócios suficientemente endinheirados para concluir a obra e muito menos hóspedes para pagá-la.

2- Hotel Nacional no Rio de Janeiro, Brasil.
O famoso projeto de Oscar Niemayer, com jardins suspensos desenhados pelo maior paisagista brasileiro Burle Max, foi inaugurado em 1972 e fechou suas portas em 1992, para nunca mais reabrir. Continua sendo alvo de pendengas judiciais, que provavelmente vão se arrastar até o dia em que precisará ser implodido, uma vez que ele já foi tombado como patrimônio histórico. Patrimônio de quem? De ratos e baratas.

3- Torre da Telecom em Yekaterinburg, Rússia.
Era para ter sido uma gigantesca antena de comunicações de 400 metros, mas chegou aos 220 e estancou, barrada pela crise econômica dos anos 90. Hoje ela é uma coluna extremamente alta e delgada, um monumento patético a imbecilidade humana.

4- Broderick Tower em Detroit, Estados Unidos.

Detroit provavelmente a cidade do mundo detém o recorde de maior número de edifícios abandonados. A crise da indústria automobilística causou ao longo do tempo o abandono da cidade por parte de moradores e empresas. Uma piada sobre a situação reza que naquela cidade é mais barato comprar uma casa do que um carro, talvez haja alguma verdade nisto, como em toda a piada.

O êxodo tem afetado tanto a bairros inteiros de operários, quanto a edifícios de escritórios (geralmente antigos), no centro da cidade. O maior deles é a Torre Broderick, construída no ano de 1926, com 145 metros de altura e 38 andares.

5- Elevada Minhocão em São Paulo, Brasil.
Uma obra inacabada que se arrasta desde o tempo da ditadura militar, por enquanto é um viaduto que liga o nada a coisa alguma, apesar de ter alguns milhões de dinheiro público.
Mais um exemplo do modelo burro da opção rodoviária. Há décadas os gestores públicos tentam combater os congestionamentos com novas estradas, até chegar ao paroxismo de uma delas ser quase inteiramente “flutuante”, como se fosse uma reedição dos jardins suspensos da Babilônia, versão tropicalizada.
Pelo menos neste elefante branco brasileiro, os pedestres podem caminhar.

6- Wiezowiec Naczelna Organizacja Techniczna em Cracóvia, Polônia.
O nome complicado de Wiezowiec Naczelna Organizacja Techniczna é o nome de elefante branco no coração de Cracóvia, que permaneceu inacabado devido aos golpes econômicos deflagrados com a queda do comunismo. Em 1981 os trabalhos de construção cessaram, deixando uma estrutura inacabada de 91 metros e 24 andares. O fantasmagórico espectro pairando no centro da cidade valeu-lhe o nome de Szkieletor (o esqueleto) entre os vizinhos que o têm às vistas todos os dias.

Ao longo dos anos apareceram interessados em continuar a obra, porém a sua complicada situação legal e a deterioração do material, os fizeram desistir dos intentos. Atualmente este é o edifício mais alto da cidade.

7- Edifício Francis Square em Manila, Filipinas. Link 1, Link 2.
Com a crise financeira da Ásia de 1997, este edifício monstruoso remanesceu no centro de Manila, a capital das Filipinas. Como qualquer elefante branco que se preze, este também tem a promessa das autoridades de continuar o projeto no futuro, talvez no dia de São Nunca.

8- "Blue Tooth" em Moscou.
A Rússia é o país campeão mundial de elefantes brancos. Em parte devido à herança Soviética, quando os prédios eram construídos com areia e cal e em parte devido ao desmonte do comunismo, quando a economia encolheu, escasseou o dinheiro farto destinado
ao orgulho faraônico.

9- Ponte estaiada.
Esta obra não está inacabada e nem abandonada, mesmo assim está na categoria de elefantes brancos. Por que? Simplesmente porque é inútil e extemporânea com seus 233 milhões de reais destinados exclusivamente aos automóveis.

A ponte, que já é considerada o cartão postal da cidade de São Paulo, é um monumento arquitetônico moderno de 138 metros de altura erigido à burrice do modelo viário exclusivamente rodoviário, calcado no transporte individual. Segundo o Jornalista José Luiz Datena, tal ponte “serve para ligar um congestionamento ao outro”. Surpreendentemente, quando há grandes congestionamentos em São Paulo, o Datena pede para o Comandante Hamilton do Helicóptero, “filma a ponte”, “filma a ponte” e invariavelmente ela está vazia, solenemente comprovando a leniência dos políticos.

Nota: os políticos são tão infames em suas políticas privilegiadora do transporte individual, que proibiram o tráfego de bicicletas e pedestres na ponte. Eles poderiam ter posto uma placa que enscancarasse a própria estupidez: “Proibido Seres Humanos sem carros”.

10- Torre Pireu no porto de Atenas, Grécia.
Foi inicialmente construída pelas autoridades portuárias de Atenas para abrigar um centro de negócios similar ao World Trade Center de Nova York. Até agora, apenas os dois primeiros andares formam terminados e ocupados por lojas de artigos eletrônicos e uma escola. É a segunda construção mais alta do centro de Atenas.

As causas do abandono da construção foram atribuídas a erros de projeto e cálculo, que tornaram o edifício “estruturalmente instável”. Diante das suspeitas, há risco de um súbito e espetacular desabamento, com resultados desastrosos para os ocupantes dos andares térreos e aos moradores do entorno da área mais central do Porto Pireu.

Fonte:
Rascacielos abandonados.

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