18/07/2009

Quem merece gostar de Som & Fúria da Rede Globo?

Quem poderia ter peito no Brasil para entregar ao povo da TV aberta um espetáculo sobre metanarrativa do teatro? Quem poderia abstrair o fato da falência educacional e, no país do futebol, trazer na telinha um drama sobre a montagem de Hamlet, o drama shakespereano maior?

Somente a Globo poderia cometer uma audácia destas de esfregar na nossa cara uma adaptação inteligentíssima da obra canadense Sling and Arrows. Para culminar o disparate, a Vênus platinada ainda nos afronta com as gigantescas interpretações de Adréa Beltrão e Felipe Camargo.

Depois da metanarrativa literária Capitu, que o povo não entendeu, nos batem sobre a cabeça com a minissérie mais cinemática jamais feita e novamente o povo não entende. Talvez porque não tenhamos tradição de Teatro Clássico, ou porque não tenhamos tradição em teatro algum, só sei que os níveis de audiência estão aquém do esperado e além do que eu imaginava.

Quem tiver inteligência e apuro artístico, que atire a primeira pedra. Ninguém? Eu já esperava por isto, pois Som & Fúria é uma montagem grandona demais para caber numa telinha, mesmo que você tenha uma LCD de 42” escondida na garagem. Além da direção primordial de Fernando Meirelles, há que se exaltar a fotografia de cinema, justificando a minha alcunha de minessérie “cinemática”. Quem é o diretor(a) de fotografia? No Brasil eles costumam cometer o pecadilho de não discriminar a ficha técnica, coisas terceiromundistas...

O Rei está Nu!
Se você nunca leu William Shakespeare, nunca foi ao teatro e não perde os clássicos do futebol, lamentavelmente terá dado com os burros n’água e não se achará em condições de perceber a finíssima roupa a cobrir e a magnificar o rei. Mas, não saia por aí gritando que o rei está nu. Faça melhor, rebusque na biblioteca da sua velha tia um daqueles empoeirados clássicos de Sir William e leia. Vai fazer bem para a sua alma e quando contemplar o rei da próxima vez notará magicamente sutis filigranas áureas a lhe cobrir o pálido corpo. Então, você estará pronto para se maravilhar diante de Som & Fúria.
Por: Isaias Malta.

Resenha Completa: [Comenta Séries]

[ ... ]

O primeiro porto a que chegou o Beagle: Cabo Verde

Após 20 dias no mar Darwin aporta em Cabo Verde numa ilha chamada de Santiago, cuja capital é Praia. Ele se surprende ao deparar-se com uma paisagem bem diferente da inglesa: quente, seca e inóspita, mas busca descrevê-la de forma poética.


CD: “No dia 16 de janeiro de 1832 lançávamos âncora em Porto Praia, em São Tiago, ilha principal do arquipélago de Cabo Verde. É desolado o aspecto que apresentam as imediações de Porto Praia a quem as observa d mar. Em quase toda parte a terra se mostra inóspita à vegetação, um depoimento de passadas iras vulcânicas e do fogo abrasador de um sol tropical. O terreno eleva-se em platôs sucessivos, vendo-se aqui e ali colinas em cone truncado destacando-se de uma serra irregular de montanhas mais elevadas que confinam o horizonte.

Os "cones truncados" são colinas com a parte superior chanfradas, como podem ser vista na imagem abaixo.

CD: “É altamente interessante o cenário, observado através da atmosfera pouco transparente deste clima, pelo menos assim pensaria quem, incapaz de julgar além da própria sensação de felicidade, e depois de ter ficado muitos dias no mar, entrasse pela primeira vez num amontoado de palmeiras.

Por ser um ‘marinheiro de primeira viagem’ Darwin deve ter se ressentido de ficar quase por um mês em alto mar. Além disso, o Beagle era uma embarcação pequena com acomodações muito diferentes do que se pode encontrar nos atuais transatlânticos.

Nas "dependências do Beagle", ações comuns para nós como tomar banho eram luxos impensáveis considerando as parcas reservas de água doce a bordo. Vaso sanitário, então, nem existia, era usado um cantinho junto à murada, que após era lavado com água do mar puxada com um balde. Após quase três semanas nestas condições também iríamos compartilhar sua imensa alegria pela perspectiva de pisar em terra firme.

CD: “De modo geral, a ilha seria considerada como excessivamente desinteressante; contudo a quem está acostumado a contemplar somente paisagens inglesas, a grandiosidade de um terreno absolutamente estéril oferece uma grandiosidade de aspecto, cujo encanto a presença de vegetação mais luxuriante poderia destruir. Mal se pode discernir, sobre a extensa planície de lava, a verdura de uma simples folha, entretanto, cabras em rebanho e algumas vacas conseguem ali viver.

O fato das cabras terem grande capacidade de adaptação em ambientes ressequidos permite que sejam usadas no programa cabras do Piauí, de Combate a Pobreza Rural (PCPR)[1]. Note-se que ainda hoje Praia apresenta um aspecto inóspito com pouca vegetação, com características semelhantes à Caatinga brasileira como detalha Darwin:

CD: “Raramente chove, mas durante um curto período do ano desabam pesadas torrentes, e isso basta para que, imediatamente depois, de todas as fendas e orifícios brote uma vegetação ligeira. Cedo se estiola, porém, é deste feno natural que se nutrem os animais existentes. Havia, agora, um ano inteiro que não chovia. Por ocasião da descoberta da ilha, a vizinhança imediata de Porto Praia revestia-se de árvores, e a destruição intempestiva do arvoredo causou aqui como em Santa Helena, e em algumas ilhas Canárias, a quase total esterilidade do solo.

As ações humanas descontroladas afetam o ambiente de forma pior do que um acidente nuclear, pois, como destaca Fábio Olmos “a ‘zona’ de Chernobyl é hoje a maior reserva natural da Europa e ali são encontradas mais espécies que antes, há populações demograficamente saudáveis de espécies ameaçadas, espécies localmente extintas retornaram ou foram reintroduzidas com sucesso e as interações ecológicas que desapareceram ante o arado e o asfalto estão sendo restabelecidas

CD: “Os vales amplos e planos, muitos dos quais, na estação chuvosa, servem durante alguns dias de curso as águas, acham-se atapetados de arbustos cerrados e sem folhas. Poucas criaturas vivas habitam estes vales. O pássaro mais comum é o Alcione (Dacelo iagoensis), que pousa mansamente nos galhos de mamona, de onde salta sobre gafanhotos e lagartixas. Sua cor é brilhante, não tão linda,porém como a da espécie européia. Existe, além disso, grande diferença quanto ao vôo, ao comportamento e ao habitat que, geralmente, é o vale mais seco.

A identificação da maioria das espécies descritas no diário foi realizada após a volta de Darwin à Inglaterra. Os trechos analisados aqui estão sendo retirados da segunda edição publicada em 1871[2], ou seja, 35 anos após o término da viagem. A primeira edição foi publicada em 1845, 9 anos após a chegada ao solo inglês.

As aves coletadas foram identificadas e desenhadas por John Gould, que era ornitologista e curador do museu da Zoological Society . Pode-se concluir que um cientista não precisa conhecer tudo, mas deve saber coletar e consultar outros especialistas. Atualmente, o registro fotográfico pode substituir a retirada de espécimes para estudo, quando não existem em abundância.

Notas:
[1]-Informações sobre o programa “cabras do Piauí’.

[2]- DARWIN, C., Viagem de um Naturalista ao Redor do Mundo - Vol.1, Nova edição, 1871. Abril Cultural. Companhia Brasil Editora, São Paulo, s/d.

[ ... ]
17/07/2009

O mistério das águas vivas: por que animais tão espantosamente belos são raramente observados em aquários?

Crop circle de Medusa (?) em Oxfordshire por Daily Mail

As águas vivas são cnidários que possuem a forma corporal do tipo Medusa. Seu nome se origina da palavra grega Knidé que significa “urtiga” ou “urticante” e algumas espécies são responsáveis por acidentes em banhistas. Porém, esse não seria um motivo justificável para ninguém querê-las num aquário em casa!

A explicação está no fato das Medusas serem as formas “nadadoras” dos Cnidários. O que eu quero dizer com isto? Quando observamos competidores de natação nos chama a atenção o fato de seus corpos serem super “sarados”, o que, em outras palavras, quer dizer que possuem a musculatura bem desenvolvida. Já as Medusas...tsc..tsc..tsc..


O corpo de uma Medusa é aguado, ou seja, sua constituição é cerca de 90% água. Em termos de estrutura elas são basicamente formadas por um epitélio externo (epiderme) e um epitélio interno (endoderme) separados por uma espécie de geléia (mesogléia). Sim, elas possuem musculatura, mas suas células musculares não são como as nossas, elas são do tipo epiteliomuscular. Além disso, esses animais não possuem um esqueleto, que forneça um sistema de alavancas para potencializar o trabalho das células musculares.

Por esses motivos é necessária muita tecnologia para ter um aquário com Medusas, pois elas não conseguem ficar todo o tempo nadando, não tem estrutura, nem energia para isso.

Assim, elas estão nadando e, repentinamente, param e despencam para o fundo. Em aquários comuns este é um caminho sem volta, pois elas se achatam contra o fundo e morrem!
Os aquários de medusas, encontrados em locais como o Aquarium de Berlin são equipados com furinhos no fundo por onde saem correntes ascendentes que resgatam as medusas exaustas e as alçam em direção à superfície.

As forças dessas correntes devem ser muito bem calculadas para que cumpram o seu papel sem destroçar o frágil corpo das medusas.

No vídeo abaixo é possível ver as medusas despencarem e serem alçadas pelas microcorrentes ascendentes que se projetam de furinhos do fundo dos aquários. Nós fizemos estas filmagens no Aquarium de Berlin em fevereiro de 2008. A música de fundo é a parte 'Saturno' dos “Planetas”de Gustav Holst.

Nota:
Mais informações sobre estes aquários podem ser obtidas na página oficial do Aquarium de Berlin

[ ... ]

Por que você segue esta gente no Twitter que nunca vai te seguir?


O tipo que mais prolifera no Twitter é aquele que batalha por seguidores, mas não quer arcar com o abacaxi da retribuição. Vejamos o caso mais expressivo do mundo: Ashton Kutcher (aplusk), um ator de filmezinhos hollywoodianos de 5ª categoria que detém o título de perfil mais seguido do mundo e, em contrapartida, segue tão somente 183 perfis.

Talvez um caso raro no mundo, seja o perfil do técnico de futebol Mano Menezes (manomenezes), que tem mais de 520 mil seguidores e segue Necas de Pitibiriba. Ele é o perfil mais seguido do mundo em língua portuguesa e não segue ninguém!

Outro caso menos retumbático é o do jornalista Diogo Mainardi (diogomainardi) que segue apenas e tão somente 3 perfis, contra mais de 22 mil seguidores. Este rapaz segue, curiosamente, 70% de veículos de papel, a sua patroa revista Veja, o New York Times, a CNN e terminou. Eu me pergunto, o que anima 22 mil pessoas a seguirem um cara que nem sequer é o Papa? Ou, o que faz quase 3 milhões de simpatizantes de todo o mundo seguirem Ashton Kutcher, se definitivamente ele não é a Angelina Jolie? Naturalmente o que o salva é a sua explêndida mulher Demi Moore (mrskutcher no Twitter).

Concebo a Internet como uma via de duas mãos, onde você dá e recebe e nesta filosofia quem entrou dando foi o Luciano Hulk (huckluciano), que para justificar seguir apenas 36 perfis, contra quase 290 mil seguidores, transformou o seu Twitter na porta da esperança. Ele está certo! Se eu estivesse a fim de concorrer em sorteios de mimos eletrônicos, certamente seguiria o Luciano, que está no seu papel de meter os seus jabás e estamos conversados.

Afora as celebridades que sempre vão magnetizar multidões com gestos hipnóticos, há uma horda de pessoas comuns vicejando na rede com a idéia fixa de ter milhares de seguidores e seguir somente aqueles que lhe são simpáticos e confortáveis, ou seja, uma mixaria ao redor do número mágico de 100 perfis.

Mas há exceções. A Rosana Hermann (rosana) segue intrepidamente 3.624 perfis, contra 26.102 seguidores. Já o Edney Souza (interney) radicaliza na sua adesão à política da reciprocidade. Ele segue (como consegue?) 25.692 perfis, contra 34.022 seguidores.

Aí chegamos num ponto em que a porca torce o rabo. Até que número de perfis é confortável/humanamente seguir? Certamente o Interney e a Rosana usam algum programa-cliente para separar o joio do trigo e triar seus amigos no emaranhado infernal dos milhares de updates pipocando a todo o instante.

Por enquanto, dou conta dos meus 4.623 seguidores usando os grupos temáticos do TweetDeck para resgatar a produção dos amigos, sem esquecer de dar algumas olhadelas no overall dos updates dos meus Seguidos. Porém, para seguir à risca a minha política de reciprocidade, tenho que umas 2 vezes por semana me livrar daqueles perfis que não me seguem.

A última reforma na interface gráfica do Twitter impossibilitou que isto possa ser feito via Web. Então tive que recorrer à ferramenta preciosa abordada pela Juliana Sardinha no seu DicasBlogger, o FriendFollow. Com um simples clique e sem precisar dar senhas para ninguém, o serviço te mostra instantaneamente todos os perfis que você segue e não lhe seguem.

Então, faço limpezas semanais no meu portfólio de Seguidos dando Unfollows em todos os perfis que não me seguem. Muitas vezes, durante a profilaxia elimino perfis abandonados, ou maliciosos que começaram a me seguir via Scripts e, tão logo os sigo, eles me dão Unfollow.

Para terminar, cito o lema do Marcelo Tas (marcelotas) líder do programa de TV CQC da Band, que quando alguém desiste de segui-lo porque ele reiteradamente ignorou suas tentativas de comunicação, diz simplesmente: “não me siga, não sou novela”. Isto basta para eu não segui-lo.

Referências:
Quer saber quem te segue (ou não) no Twitter? [DicasBlogger]
Site oficial do TweetDeck.

[ ... ]
16/07/2009

Compulsão, controle a sua e vença ou seja um fracassado!

Até a virada século passado, a depressão que era considerada como um grande mal. Hoje ela cedeu lugar à compulsão, que engloba as outras afecções e ganha relevância suficiente para ser considerada o grande mal do século XXI. Porém, vista dialeticamente, a compulsão pode ser tão nociva quanto um eventual excesso de ar que possamos respirar.

O detalhe sutil é que apenas uma tênue linha separa a normalidade da doença, já que todos somos mais ou menos compulsivos. No campo da suposta normalidade encontram-se os profissionais super talentosos que se destacam nas suas áreas de atuação. O lado positivo da compulsão também é explorado como marketing pessoal, a exemplo do Blog tocado por alguém que se apresenta sob o heterônimo de Usuário Compulsivo. É um típico exemplo da compulsão usada para o "lado do bem”.

O problema de cada um é discernir a amplitude da sua própria compulsão e o grande caminho para isto é mensurar o quanto de sofrimento psicológico isto está causando. Em plena sociedade de consumo, caracterizada pelo distanciamento entre as pessoas e a virtualização das relações, é grande a tendência dos indivíduos de desenvolverem compulsões como reação à pressão midiática, que impulsiona irresistivelmente os sujeitos a competirem pelo sucesso.

O pesado bombardeio social obriga os indivíduos a serem cada vez mais rápidos e eficientes, como se estivessem permanentemente numa corrida, potencializando a sensação de vida vazia. Então, você trabalha como um burro para adquirir coisas e alcançar a felicidade, que é efêmera e se desvanece depois de cada nova aquisição. A boa sensação do carro novo se esvai sob o peso das dívidas, a alegria da nova conquista amorosa é esmagada sob a monotonia do cotidiano e assim por diante, todos os prêmios alardeados pelo consumismo se desmancham no ar.

A forma de o sujeito superar a aporia do viver em busca do prazer que se esfumaça é apelar para a válvula de escape dos vícios; das drogas, transtornos alimentares, anorexia, obesidade e bulimia, automutilação, sexomania, workaholismo, etc.

A dificuldade da separação entre a compulsão “má” e a “boa” é que, paralelamente aos casos cabeludos de gente destruída pelas várias modalidades deste mal, há inúmeros casos de compulsivos que “dão certo” e são guindados ao topo do podium social. Exemplos é que não faltam, grandes cientistas ganhadores do prêmio Nobel, grandes solistas de música clássica, Einstein, Beethoven, Ayrton Senna, João Carlos Martins, Glenn Gould, Madre Tereza de Calcutá, Mahatma Ghandi, Michael Phelps, Michael Jackon, etc. No entanto, eles são, ou foram figuras compulsivas vítimas de elevado sofrimento psicológico.

Nesta altura do texto é imperativa a indagação: é possível que no contexto da nossa sociedade impessoalizante e altamente competitiva seja possível que uma pessoa não compulsiva chegue ao topo? A constatação é que, diante dos personagens “vencedores” acima, restaria aos "normais" se resignar sob o rótulo de fracassados.

Vejamos um exemplo atualíssimo e perturbador. Que chance teria a personagem Tessália Serighelli se não fosse a sua atuação compulsiva no Twitter sob o nickname de Twittess? Aquela que hoje sabemos tratar-se de uma mulher jovem, bonita e detentora de mais de 50.000 seguidores na rede, exibe um comportamento tipicamente compulsivo de quem aposta mundos e fundos no microblogging e... não é que deu certo?!! Ela virou uma celebridade instantânea! Entre polêmicas, tapas e beijos, a srta. Twittess gera pilhas de conteúdo que lhe rendem a 19ª posição entre os perfis brasileiros mais seguidos na atualidade, segundo o site TwitterCounter.

Resta-nos terminar com a instigante questão: é possível ter sucesso sem algum tipo de compulsão? Aparentemente só há lugar no podium dos vencedores aos compulsivos de carteirinha. Então, cabe aos comuns mortais a complexa tarefa de fazer uma triagem no seu time de compulsões com o objetivo de eliminar as deletérias e estimular somente aquelas responsáveis pela força impulsionadora dos grandes empreendimentos.

Ahh... e não esqueçamos que, se o caminho ao sucesso trouxer muito sofrimento psicológico, não valerá a pena trilhá-lo. Contudo, aí temos que entrar no assunto da renúncia, algo totalmente ininteligível para as personalidades compulsivas.
Por: Isaias Malta.

Referências:
Mal do Século? Autor: Fred Furtado. [Ciência Hoje, nº 260]
Sofrimento Psicológico. [Psicologia.com.pt]

[ ... ]
15/07/2009

Por que a saga dos 12 homens na Lua não foi Fake?

A lendária saga do homem na lua inaugurada em 20/07/1969 nunca conseguiu convencer de uma vez por todas as correntes de ceticismo que pairam sobre o feito.

Se você pesquisar na Internet, há milhares de Sites com informações detalhadas desqualificando fotos, vídeos e malhando tecnologia tosca daquela época. Os incansáveis produtores deste material fazem parte da grande corrente de pensamento humano integrada pelos propugnadores das Teorias da Conspiração.

Há milhares de teorias de conspiração e a coisa é tão forte, que um dos maiores Blogs de língua portuguesa dedica uma seção inteira a elas. Trata-se da coluna Teoria da Conspiração do Sedentário & Hiperativo que examina profundamente as várias facetas desta corrente, nos brindando com artigos memoráveis sobre o assunto, nem sempre a favor, nem sempre contra, mas sempre instigantes.

Pois bem, além de termos que nos acostumar com o plano maquiavélico das forças do mal que visa implantar chips de controle nas pessoas para cumprir a profecia do número da besta do Apocalipse, temos que conviver com as múltiplas teorias que vêem “falhas clamorosas” na missão Apollo que redundou nos pequenos passos dos 12 homens na lua e no gigantesco salto da humanidade rumo à conquista do espaço sideral.

Passados 40 anos, o que podemos dizer é que, mesmo não podendo negar a chegada do homem na lua, tampouco pode-se cair no ufanismo de dizer que conquistamos definitivamente o espaço. Isto porque a história foi madrasta com os orçamentos da NASA ao ter drenado grande parte do dinheiro que teria sido utilizado para o recrudescimento da corrida espacial e dirigido ao ramo bem mais lucrativo da indústria bélica.

Argumentos visceralmente definitivos de que o homem realmente pousou na Lua só serão dados a partir de 2009.
Lembremos que nas décadas de 60 e 70 houve no mundo uma grande disputa ideológica e geopolítica do Ocidente contra o Oriente, consubstanciada na guerra fria travada entre Estados Unidos e União das Repúblicas Socialistas Soviéticas – URSS. Um dos braços da famosa guerra fria levada a cabo entre as superpotências teve como cenário o espaço, através da emocionante e cara Corrida Espacial.

Ora, apesar do primeiro gol na disputa ter sido marcado pelos russos por terem lançado o primeiro humano no espaço Yuri Gagarin, logo depois do primeiro ser vivo, a cadela Laika, por que eles até hoje não contestaram a façanha americana?

Depois de 40 anos, por que os russos permanecem em sepulcral silêncio sobre as conquistas do projeto Apollo se tivessem informações de que tudo não passou de uma farsa?

Sabemos que até hoje ninguém conseguiu fotografar os vestígios humanos deixados na lua. Nenhum telescópio do planeta tem resolução suficientemente grande para enquadrar objetos tão pequenos deixados na superfície do planeta pelas missões americanas e russas. O telescópio espacial Hubble também não apresenta resolução suficiente para fotografar os objetos lá deixados.

A única maneira de encerrar definitivamente a polêmica é lançar uma sonda a lua que tenha um telescópio realmente poderoso com capacidade de esquadrinhar a superfície do satélite com resolução menor do que meio metro.

As sondas capazes de trazer a resposta definitiva aos reles humanos que não acreditam na engenhosidade humana partiram no dia 18/06/2009 do Cabo Canaveral. Uma se chama Lunar Reconnaissance Orbiter e a outra Lunar Crater Observation and Sensing Satellite, segundo matéria publicada na Folha.

Leitura Recomendada: Polêmica da ida do homem à Lua.

[ ... ]
 
©2009 Blogpaedia | by TNB